RADAR DO MERCADO
Vale, Petrobras e Itaú lideram negociações na B3 no 1º trimestre, com petróleo e bancos dominando o fluxo da bolsa
Por Redação - Em 29/04/2026 às 2:30 PM

O ranking trimestral foi liderado pela Vale, que sustentou a primeira posição em janeiro e fevereiro, enquanto a Petrobras PN assumiu a liderança em março FOTO: Agência Brasil
O primeiro trimestre de 2026 consolidou um retrato claro das preferências do investidor brasileiro: liquidez, escala e exposição a setores estratégicos. Levantamento da B3, por meio da plataforma DataWise+, mostra que Vale (VALE3), Petrobras PN (PETR4) e Itaú Unibanco (ITUB4) foram as ações mais negociadas entre janeiro e março, reforçando o protagonismo de blue chips ligadas a commodities, energia e sistema financeiro em um mercado impulsionado por forte entrada de capital e recordes no Ibovespa.
O ranking trimestral foi liderado pela Vale, que sustentou a primeira posição em janeiro e fevereiro, enquanto a Petrobras PN assumiu a liderança em março, refletindo a força do petróleo em meio à valorização internacional da commodity. Na sequência, aparecem PRIO (PRIO3), Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), B3 (B3SA3), Axia Energia (AXIA3), Petrobras ON (PETR3) e BTG Pactual (BPAC11). A composição evidencia concentração em setores de petróleo e gás, bancos, commodities e infraestrutura — segmentos que responderam pela maior parte do fluxo financeiro da bolsa no período.
Segundo a B3, o levantamento considera o volume financeiro total negociado, cálculo baseado em preço multiplicado pela quantidade de ações movimentadas, e não apenas valorização de mercado. Isso significa que o ranking funciona como termômetro de liquidez e recorrência, medindo quais papéis mantiveram interesse contínuo de investidores institucionais e de varejo ao longo dos três meses.
O desempenho coincide com um início de ano historicamente forte para a bolsa brasileira. Até 27 de abril, o Ibovespa acumulava alta de 17,66% em 2026, superando os 190 mil pontos e registrando 18 recordes no período, movimento sustentado principalmente por fluxo estrangeiro, valorização de empresas exportadoras e recuperação de ações ligadas a petróleo e bancos.
Sob perspectiva estratégica, o ranking sinaliza que, em um ambiente de juros ainda relevantes e incertezas geopolíticas globais, investidores seguiram priorizando empresas com grande capacidade de geração de caixa, liquidez robusta e exposição a ciclos macroeconômicos decisivos. Mais do que preferência por nomes tradicionais, o trimestre mostrou uma busca por ativos capazes de combinar proteção, dividendos e participação em setores-chave da economia brasileira.
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