SAÚDE
Canetas emagrecedoras mostram potencial contra proteínas ligadas ao Alzheimer, mas evidência em humanos ainda é limitada
Por Redação - Em 29/04/2026 às 4:51 PM

Os pesquisadores destacam que os possíveis benefícios parecem estar ligados à redução da inflamação cerebral, melhora da sinalização de insulina no cérebro e modulação de enzimas envolvidas na formação dessas proteínas tóxicas FOTO: Freepik
Medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, popularizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, como semaglutida e liraglutida, passaram a chamar atenção também por um possível efeito neuroprotetor. Uma revisão científica publicada por pesquisadores da Anglia Ruskin University, no Reino Unido, identificou evidências consistentes de que esses fármacos podem reduzir o acúmulo de beta-amiloide e tau — proteínas diretamente associadas à progressão do Alzheimer.
O estudo analisou 30 pesquisas pré-clínicas, concentradas principalmente em modelos animais e laboratoriais. Os resultados apontaram que 22 estudos registraram redução nas placas de beta-amiloide e 19 observaram diminuição dos emaranhados de tau hiperfosforilada. Entre os medicamentos avaliados, a liraglutida apresentou o conjunto mais consistente de resultados positivos, enquanto semaglutida e dulaglutida também mostraram sinais promissores, embora com menor volume de dados disponíveis.
Os pesquisadores destacam que os possíveis benefícios parecem estar ligados à redução da inflamação cerebral, melhora da sinalização de insulina no cérebro e modulação de enzimas envolvidas na formação dessas proteínas tóxicas. Em tese, isso poderia posicionar a classe como ferramenta preventiva, especialmente em fases anteriores ao comprometimento cognitivo.
Apesar do entusiasmo, especialistas reforçam cautela. Os estudos clínicos em humanos ainda são escassos e, até agora, não demonstraram melhora cognitiva robusta ou desaceleração comprovada da doença. Ensaios pequenos com liraglutida e exenatida mostraram alguns sinais biológicos favoráveis, como preservação do metabolismo cerebral, mas sem impacto claro na progressão clínica do Alzheimer.
Na prática, o avanço científico amplia o horizonte dessas medicações além da perda de peso, mas ainda não justifica seu uso como tratamento ou prevenção para Alzheimer fora de protocolos de pesquisa. O próximo passo, segundo os autores, depende de estudos maiores, mais longos e focados em pacientes em estágios iniciais ou mesmo antes dos primeiros sintomas.
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