GEOPOLÍTICA

Saída de tropas dos EUA intensifica corrida por autonomia militar europeia

Por REDAÇÃO - Em 02/05/2026 às 3:01 PM

Friedrich Merz

A Alemanha, sob a liderança do primeiro-ministro Friedrich Merz, se consolida como um dos principais vetores do discurso por maior autonomia na defesa europeia — Foto: arquivo/Portal IN

A decisão dos Estados Unidos de retirar 5 mil soldados da Alemanha reacendeu o debate sobre a autonomia militar europeia e levou o governo alemão a defender maior protagonismo regional na área de segurança.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que os países europeus precisam assumir mais responsabilidade. “Os europeus precisam assumir mais responsabilidade por sua própria segurança”, declarou, ao comentar o movimento americano.

A retirada ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Donald Trump e o chanceler alemão Friedrich Merz, além de divergências sobre o posicionamento europeu em relação ao conflito no Oriente Médio.

Atualmente, a Alemanha abriga cerca de 35 mil militares americanos e funciona como uma das principais bases estratégicas dos EUA na Europa. A redução do contingente deve ocorrer ao longo de até 12 meses e inclui a retirada de uma brigada completa, além do cancelamento de um batalhão de ataque de longo alcance.

A OTAN também reforçou a necessidade de aumento dos investimentos em defesa pelos países europeus. Segundo a aliança, o movimento evidencia a importância de fortalecer a capacidade militar própria e ampliar a contribuição dos membros para a segurança coletiva.

A reorganização das forças americanas pode levar a uma redistribuição de tropas dentro da Europa, com possibilidade de deslocamento para países que têm ampliado apoio militar às operações no Oriente Médio, como Polônia e Romênia.

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