resultados sólidos

Lucro operacional da Berkshire salta 18% no 1º trimestre e supera US$ 11 bilhões

Por Redação - Em 03/05/2026 às 1:17 AM

Berkshire Hathaway

A Berkshire encerrou março com aproximadamente US$ 397,4 bilhões em caixa e equivalentes, refletindo a postura conservadora da gestão diante da escassez de aquisições consideradas atrativas

No primeiro trimestre sob comando de Greg Abel, a Berkshire Hathaway voltou a acelerar seus resultados operacionais e registrou lucro operacional de US$ 11,35 bilhões, avanço anual de 18% em relação aos US$ 9,64 bilhões do mesmo período de 2025, reforçando a força do conglomerado mesmo em meio a incertezas econômicas e pressão sobre negócios ligados ao consumo.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela operação de seguros, um dos pilares históricos do grupo fundado por Warren Buffett. O lucro de underwriting (subscrição) avançou para US$ 1,72 bilhão, ante US$ 1,34 bilhão um ano antes, enquanto a BNSF, braço ferroviário da companhia, elevou seu resultado operacional em 13%, para US$ 1,38 bilhão. A Berkshire Hathaway Energy também apresentou crescimento moderado, somando US$ 1,11 bilhão.

Na última linha do balanço, o lucro líquido atribuível aos acionistas mais que dobrou, alcançando US$ 10,1 bilhões, beneficiado por menores perdas com investimentos em ações. Ainda assim, a companhia segue destacando o lucro operacional como principal termômetro do negócio, por considerar que oscilações contábeis da carteira acionária podem distorcer a visão sobre a operação real.

Outro destaque foi o caixa recorde. A Berkshire encerrou março com aproximadamente US$ 397,4 bilhões em caixa e equivalentes, refletindo a postura conservadora da gestão diante da escassez de aquisições consideradas atrativas e marcando o 14º trimestre consecutivo como vendedora líquida de ações.

Mesmo com a robustez financeira, o conglomerado sinalizou maior cautela para os próximos meses, reconhecendo aumento da incerteza econômica global e possíveis impactos sobre receitas em negócios mais sensíveis ao consumo. Ainda assim, o trimestre reforça a transição sólida para a era pós-Buffett, com Greg Abel assumindo a liderança de uma companhia que combina geração de caixa recorde, diversificação operacional e disciplina histórica na alocação de capital.

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