REAJUSTE
Alta de 18% no querosene de aviação em maio eleva pressão sobre custos das aéreas
Por REDAÇÃO - Em 04/05/2026 às 10:55 AM

Cenário geopolítico pressiona combustível e acende alerta na aviação — Foto: divulgação
A Petrobras anunciou reajuste de 18% no preço médio do querosene de aviação (QAV) para maio, elevando em cerca de R$ 1 por litro o valor cobrado às distribuidoras e ampliando a pressão sobre os custos das companhias aéreas que operam no Brasil.
Segundo a estatal, o aumento ocorre em um cenário internacional marcado por instabilidade geopolítica. Em comunicado, a empresa destacou que a medida reflete um “contexto excepcional causado por questões geopolíticas”, com impacto direto sobre o mercado de petróleo após a escalada de tensões no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.
Para reduzir os impactos imediatos no setor, a Petrobras informou que manterá a possibilidade de parcelamento de parte do reajuste em até seis vezes para as distribuidoras, com início de pagamento previsto para julho de 2026. De acordo com a companhia, a iniciativa busca “preservar a demanda pelo produto e mitigar impactos no setor de aviação brasileiro”.
A política de preços do QAV segue atualização mensal, baseada em variáveis como a cotação internacional do petróleo e a taxa de câmbio, fatores que têm apresentado volatilidade nas últimas semanas.
O aumento tende a afetar diretamente as margens das empresas aéreas, que possuem custos fortemente dolarizados e alta dependência de combustível. Com isso, o setor pode enfrentar ajustes operacionais, incluindo revisão de rotas, redução de frequências e eventual repasse da alta para o preço das passagens, em um cenário de maior pressão sobre a aviação comercial.
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