Varejo de moda

Renner amplia lucro em 16,4%, bate recorde de margem e reforça caixa no 1º trimestre

Por Redação - Em 08/05/2026 às 1:52 PM

Lojas Renner

As vendas em mesmas lojas cresceram 3,2%, desacelerando frente aos 10,8% registrados um ano antes

A Lojas Renner abriu 2026 com lucro recorde, avanço de margens e geração robusta de caixa, mas ainda com crescimento de vendas abaixo do ritmo projetado para o ano, refletindo uma largada mais moderada em meio a desafios operacionais e base de comparação elevada. No primeiro trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 257,3 milhões, alta de 16,4% sobre igual período de 2025, enquanto a receita líquida de varejo avançou 4,3%, para R$ 2,88 bilhões.

O desempenho comercial veio abaixo da meta estrutural de expansão anual da varejista, que trabalha com crescimento de receita entre 9% e 13% no horizonte de longo prazo. As vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 3,2%, desacelerando frente aos 10,8% registrados um ano antes. No vestuário, principal operação do grupo, a alta foi de 5,1% em receita, para R$ 2,56 bilhões, com SSS de 3,7%. Parte dessa desaceleração foi atribuída à migração logística de estoques entre centros de distribuição, que reduziu temporariamente a oferta digital e retirou cerca de 1 ponto percentual das vendas trimestrais.

Mesmo com expansão mais lenta da receita, a rentabilidade foi o principal destaque do balanço. A margem bruta do varejo atingiu 56,7%, recorde histórico para um primeiro trimestre e 1,6 ponto percentual acima de 2025, sustentada por estoques mais enxutos, menor necessidade de remarcações e maior venda de produtos a preço cheio. O EBITDA de varejo subiu 23,5%, para R$ 487,5 milhões, com margem de 17%.

Na operação digital, o GMV cresceu 7,4%, alcançando R$ 627,1 milhões, enquanto a participação online nas vendas totais chegou a 16,6%. A companhia também encerrou março com geração de caixa livre recorde de R$ 258 milhões, salto de 263,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, além de caixa líquido de R$ 1,5 bilhão.

Para o segundo semestre, a expectativa da administração é de aceleração comercial, invertendo a dinâmica de 2025, quando o primeiro semestre foi mais forte que a segunda metade do ano. A estratégia da Renner, por ora, prioriza eficiência operacional e rentabilidade sobre crescimento acelerado, em uma tentativa de preservar margens mesmo diante de um consumidor ainda mais seletivo.

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