MERCADO FINANCEIRO

Berkshire redesenha portfólio no 1º trimestre, triplica aposta na Alphabet e volta ao setor aéreo com Delta

Por Redação - Em 17/05/2026 às 12:01 AM

Berkshire Hathaway

A Berkshire vendeu aproximadamente US$ 24 bilhões em ações e comprou US$ 16 bilhões

A Berkshire Hathaway promoveu uma das maiores reconfigurações recentes de sua carteira de ações no primeiro trimestre de 2026, ampliando de forma agressiva sua posição na Alphabet e retornando ao setor aéreo com uma nova participação bilionária na Delta Air Lines, em um movimento que sinaliza a nova fase sob o comando de Greg Abel.

Segundo o formulário 13F divulgado ao mercado, a participação da holding na controladora do Google saltou de cerca de 18 milhões de ações para quase 58 milhões de ações até 31 de março, elevando o valor do investimento para aproximadamente US$ 23 bilhões. A Alphabet passou, assim, a ocupar espaço mais relevante entre os principais ativos da Berkshire.

No mesmo período, a companhia também adquiriu cerca de 39,8 milhões de ações da Delta Air Lines, posição avaliada em torno de US$ 2,6 bilhões a US$ 3 bilhões, marcando o retorno da Berkshire ao segmento aéreo após ter abandonado o setor em 2020 durante a pandemia.

As compras ocorreram em meio a um trimestre de forte reciclagem de capital. A Berkshire vendeu aproximadamente US$ 24 bilhões em ações e comprou US$ 16 bilhões, encerrando ou reduzindo posições em diversas companhias, incluindo Amazon, Visa, Mastercard, UnitedHealth e Chevron. Apenas na Chevron, a redução foi estimada em cerca de US$ 8 bilhões.

Além de Alphabet e Delta, o conglomerado abriu uma posição menor na Macy’s, avaliada em cerca de US$ 55 milhões, e ampliou sua exposição ao New York Times. O movimento ocorre após a saída de Todd Combs, ex-gestor responsável por parte relevante da carteira, e reforça a centralização das decisões sob Greg Abel, sucessor de Warren Buffett como CEO.

Apesar da mudança de rota, Buffett permanece como chairman e segue influente na estratégia geral da empresa. Ainda assim, o primeiro trimestre sob Abel já indica uma postura mais ativa, com maior inclinação a tecnologia e aviação, setores historicamente tratados com mais cautela pela Berkshire em décadas anteriores.

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