Combustíveis

Petróleo dispara no mercado internacional após novas ameaças de Trump ao Irã

Por REDAÇÃO - Em 18/05/2026 às 9:25 AM

Petróleo

Escalada das tensões no Oriente Médio amplia temor sobre oferta global de energia — Foto: arquivo/Portal IN

O aumento das tensões no Oriente Médio voltou a provocar forte turbulência nos mercados globais nesta segunda-feira (18). O preço do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 111 por barril após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã, em meio ao impasse diplomático envolvendo a guerra na região.

A referência internacional da commodity avançou 1,9% e atingiu US$ 111,31 por barril, ampliando a escalada observada desde fevereiro, período anterior ao agravamento do conflito. Nos Estados Unidos, o WTI, principal indicador do mercado americano, subiu 2,3%, chegando a US$ 107,83.

O movimento foi impulsionado pela reação dos investidores às declarações de Trump após conversa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em publicação nas redes sociais, o presidente americano afirmou que o Irã precisa agir rapidamente “ou não sobrará nada deles”.

Além do discurso político, o mercado acompanha com cautela os impactos sobre o fluxo global de energia. O Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte de petróleo no mundo, segue majoritariamente fechado, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio marítimo aos portos iranianos desde o mês passado.

O clima de insegurança aumentou após um ataque de drone atingir uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos durante o fim de semana, elevando os receios de ampliação do conflito no Oriente Médio.

“Os riscos de uma nova escalada estão aumentando”, afirmaram Warren Patterson e Ewa Manthey, estrategistas de commodities do ING. Segundo eles, a reação do mercado também reflete a falta de avanços concretos nas negociações após a reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim.

Apesar de a Casa Branca informar que os dois líderes concordam sobre a necessidade de reabertura do Estreito de Ormuz, investidores seguem atentos ao papel da China e à possibilidade de Pequim ampliar sua influência econômica sobre o Irã.

Bolsas e inflação sob pressão

A disparada do mercado internacional de petróleo aumentou as preocupações com inflação global e pressionou bolsas ao redor do mundo. Na Ásia, o índice Nikkei, do Japão, caiu 0,9%, enquanto Hong Kong recuou 1,6%. Na China, a Bolsa de Xangai encerrou o dia em baixa de 0,1%.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros também operaram em queda após os principais índices de Wall Street fecharem no vermelho na última sexta-feira.

A pressão sobre os custos de energia elevou ainda os rendimentos dos títulos públicos americanos. Os Treasuries de 10 anos avançaram para cerca de 4,63%, acima dos níveis registrados antes do agravamento da guerra.

No mercado cambial, o dólar ganhou força frente ao iene japonês, enquanto o euro apresentou leve valorização diante da moeda americana.

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