BALANÇO
TAAG fecha 2025 com prejuízo de US$ 144 milhões e amplia plano de modernização da companhia
Por REDAÇÃO - Em 24/05/2026 às 11:18 AM

Companhia aérea angolana mantém investimentos em renovação de frota e reestruturação operacional — Foto: divulgação
A companhia aérea angolana TAAG encerrou 2025 com prejuízo líquido de US$ 144,6 milhões, resultado atribuído pela administração ao amplo processo de modernização, renovação de frota e reestruturação operacional em curso na empresa. Apesar do resultado negativo, a companhia projeta 2026 como um marco para o início de um novo ciclo de transformação.
Durante a apresentação do relatório anual, o presidente do conselho de administração da empresa, Clóvis Rosa, afirmou que o cenário atual reflete os investimentos necessários para garantir sustentabilidade futura e competitividade no setor aéreo africano.
“A transformação no setor aéreo é complexa, exige altos investimentos e não pode ser avaliada apenas a curto prazo”, declarou o executivo ao comentar o desempenho financeiro da companhia.
Desafios logísticos
Segundo a administração, a TAAG Linhas Aéreas de Angola enfrenta desafios ligados ao aumento dos custos operacionais, volatilidade dos preços dos combustíveis, restrições nas cadeias globais de suprimentos e exigências regulatórias mais rígidas, além de dificuldades operacionais em diferentes mercados africanos.
Mesmo diante desse cenário, a empresa transportou 1,26 milhão de passageiros em 2025, crescimento de 0,8% em relação ao ano anterior. A operação alcançou 26 destinos nacionais e internacionais, com receita total de US$ 437 milhões.
A renovação da frota segue entre as prioridades estratégicas da companhia. Ao fim de 2025, a TAAG contava com 32 aeronaves e avançava na introdução gradual dos modelos Boeing 787-9 Dreamliner e Airbus A220-300. Os investimentos realizados no período somaram cerca de US$ 411 milhões, concentrados principalmente na aquisição de aviões.
De acordo com a empresa, o prejuízo registrado reflete gastos estruturais relacionados à modernização da frota, reorganização operacional, transição aeroportuária, fortalecimento técnico e recuperação de sistemas após um ciberataque.
A companhia também informou avanços nos sistemas de manutenção e aeronavegabilidade, além da ampliação dos treinamentos técnicos e da implementação de novos controles operacionais e de segurança.
Parte desse processo ocorre por meio do programa PALANCA, desenvolvido em parceria com a Lufthansa Consulting, voltado para reestruturação e otimização das áreas de manutenção, engenharia, segurança operacional e sustentabilidade financeira.
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