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Hong Kong ultrapassa Suíça e assume liderança global na gestão de patrimônio internacional

Por Redação - Em 27/05/2026 às 2:00 PM

Hong Kong Pixabay

Hong Kong passou a administrar cerca de US$ 2,95 trilhões em patrimônio internacional FOTO: Pixabay

Hong Kong assumiu pela primeira vez a posição de principal centro mundial de gestão de fortunas internacionais, superando a Suíça no mercado de patrimônio offshore. O avanço reforça a mudança do eixo global de wealth management em direção à Ásia e evidencia o peso crescente da riqueza chinesa no sistema financeiro internacional.

Segundo o relatório Global Wealth Report 2026, elaborado pelo Boston Consulting Group (BCG), Hong Kong passou a administrar cerca de US$ 2,95 trilhões em patrimônio internacional, ultrapassando por margem estreita os US$ 2,94 trilhões geridos pela Suíça.

A ascensão do território asiático foi impulsionada principalmente pelo fluxo de capital vindo da China e pelo forte aquecimento do mercado de ofertas públicas iniciais (IPOs) ao longo de 2025. O movimento consolidou Hong Kong como principal porta de entrada do capital chinês para investimentos globais.

O levantamento também mostra que a riqueza offshore global cresceu 8,4% no último ano, alcançando US$ 15,7 trilhões. A maior parte desses recursos permaneceu concentrada nos dez principais centros financeiros internacionais do mundo.

As projeções do BCG indicam que Hong Kong e Singapura deverão continuar avançando rapidamente até 2030, com crescimento médio anual próximo de 9% no segmento de patrimônio transfronteiriço. Na Suíça, a expectativa é de expansão mais moderada, em torno de 6% ao ano no mesmo período.

Mesmo perdendo a liderança global, a Suíça segue sendo considerada um dos principais destinos de proteção patrimonial do mundo. O país continua atraindo recursos de investidores em busca de segurança diante das tensões geopolíticas, especialmente de regiões mais instáveis, como o Oriente Médio.

O relatório destaca ainda que a proximidade com os clientes se tornou um diferencial estratégico no mercado global de gestão de fortunas. Nesse cenário, dois grandes polos começam a se consolidar: Hong Kong e Singapura como centros asiáticos, enquanto Suíça, Reino Unido e Estados Unidos formam o principal eixo ocidental do wealth management.

A mudança de liderança simboliza uma transformação estrutural na indústria global de patrimônio, acompanhando a expansão das grandes fortunas asiáticas e a crescente influência econômica da China nos fluxos internacionais de capital.

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