INDÚSTRIA AERONÁUTICA

Brasil negocia compra de 20 novos caças Gripen e pode ampliar frota para 56 aeronaves

Por Redação - Em 05/06/2026 às 12:01 AM

O Gripen F, Apresentado Nesta Semana Pela Fabricante Sueca, Possui Capacidade Para Dois Pilotos E Foi Desenvolvido Para Atuar Em Operações De Maior Complexidade Que O Gripen E

O Gripen F, apresentado nesta semana pela fabricante sueca, possui capacidade para dois pilotos e foi desenvolvido para atuar em operações de maior complexidade que o Gripen E

O governo brasileiro negocia a aquisição de mais 20 caças Gripen E e F da fabricante sueca Saab, em um movimento que pode elevar de 36 para 56 aeronaves o programa de modernização da Força Aérea Brasileira (FAB). O interesse foi confirmado durante encontro entre autoridades brasileiras e suecas realizado nesta semana em Estocolmo.

Caso a negociação avance, a nova encomenda representará uma expansão de 55,6% em relação ao contrato original firmado em 2014. Até o momento, 11 aeronaves já foram entregues à FAB, enquanto as demais unidades previstas no primeiro lote devem ser recebidas até 2027.

A ampliação da frota ocorre em meio ao fortalecimento da parceria industrial entre Brasil e Suécia. Desde 2023, a produção dos Gripen também é realizada em território brasileiro por meio da cooperação entre a Embraer e a Saab. Parte das aeronaves é montada na unidade de Gavião Peixoto, em São Paulo, dentro do programa de transferência de tecnologia firmado entre os dois países.

As negociações foram acompanhadas pela assinatura de uma declaração de intenções para aprofundar a cooperação bilateral na área de defesa. Entre as iniciativas previstas está a criação de uma unidade de pesquisa e desenvolvimento da Saab no Brasil, ampliando a participação nacional em projetos de tecnologia militar avançada.

Outro destaque da agenda foi a apresentação do primeiro Gripen F, versão biposta desenvolvida especialmente para atender às necessidades da FAB. O modelo conta com espaço para dois pilotos e foi projetado para missões mais complexas, ampliando a capacidade operacional da força aérea brasileira.

Se confirmada, a compra consolidará o Gripen como a principal plataforma de combate da FAB nas próximas décadas e reforçará o Brasil entre os poucos países capazes de participar da produção de aeronaves supersônicas de última geração.

Mais notícias

Ver tudo de IN Business