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Peso dos EUA na balança comercial brasileira cai de 25% para cerca de 9%

Por Redação - Em 17/06/2026 às 2:00 PM

Dario Durigan, Ministro Da Fazenda Foto Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, atribuiu a redução a um cenário de “fricções” na relação bilateral, mas ressaltou que o Brasil compensou essa perda com a diversificação de seus mercados de exportação FOTO: Agência Brasil

A participação dos Estados Unidos na balança comercial brasileira encolheu nas últimas duas décadas e hoje representa cerca de 9% das transações comerciais do país. A avaliação foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que atribuiu a redução a um cenário de “fricções” na relação bilateral, mas ressaltou que o Brasil compensou essa perda com a diversificação de seus mercados de exportação.

Segundo o ministro, em 2003 os Estados Unidos respondiam por aproximadamente 25% da balança comercial brasileira. Em 2023, essa participação já havia caído para 12% e, neste ano, está próxima de 9%. Apesar da diminuição do peso do mercado norte-americano, Durigan afirmou que o comércio exterior brasileiro segue em expansão graças ao fortalecimento das vendas para outros parceiros.

Entre os destinos que ganharam relevância estão China, Vietnã e países do Oriente Médio. O ministro também destacou as oportunidades abertas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia e as negociações em andamento com economias asiáticas, como Japão e Singapura, além de países europeus que não integram o bloco comunitário, como Suíça e Luxemburgo.

Durigan afirmou ainda que a estratégia do governo é ampliar a presença do Brasil em novos mercados e fortalecer a inserção internacional do país. Nesse contexto, a equipe econômica planeja novas emissões de títulos soberanos na Ásia, aproveitando o estreitamento das relações com investidores da região após uma captação considerada bem-sucedida no mercado europeu.

O ministro também avaliou que o Brasil possui uma posição relativamente favorável diante das turbulências provocadas pelo conflito no Oriente Médio, em razão da maior resiliência de sua matriz energética e da diversificação dos parceiros comerciais, fatores que ajudam a reduzir a exposição do país a choques externos.

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