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Kalshi movimenta US$ 27 bilhões durante Copa do Mundo e amplia atuação em novos mercados

Por Redação - Em 27/07/2026 às 12:01 AM

Kalshi

Em meio à expansão, a Kalshi anunciou que pretende ampliar sua atuação para novos tipos de contratos relacionados a eventos

A Copa do Mundo de 2026 impulsionou a expansão da startup americana Kalshi, que registrou US$ 27 bilhões em volume de negociações ao longo do torneio e alcançou cerca de 3 milhões de usuários, desempenho aproximadamente duas vezes superior às projeções internas da empresa. As informações são da Reuters.

Antes do início da competição, a expectativa da companhia era movimentar US$ 13 bilhões e reunir cerca de 1,5 milhão de usuários. O interesse acima do previsto acompanhou o sucesso da Copa do Mundo, disputada pela primeira vez com 48 seleções, considerada pela Fifa a edição mais lucrativa da história.

O crescimento da plataforma, fundada por Tarek Mansour e pela brasileira Luana Lopes Lara, ocorre em um momento de popularização dos chamados mercados de previsão nos Estados Unidos. Essas plataformas permitem negociar contratos vinculados ao resultado de acontecimentos futuros e ganharam visibilidade principalmente após as eleições presidenciais americanas de 2024.

Em meio à expansão, a Kalshi anunciou que pretende ampliar sua atuação para novos tipos de contratos relacionados a eventos. Entre as novidades estão mercados ligados aos resultados de ensaios clínicos e às análises regulatórias da Food and Drug Administration (FDA), agência responsável pela aprovação de medicamentos nos Estados Unidos. Segundo a empresa, a iniciativa tornará públicas, pela primeira vez, probabilidades associadas ao desenvolvimento de novos tratamentos.

O avanço dos negócios, porém, ocorre paralelamente a desafios regulatórios. A startup enfrenta disputas judiciais em diversos estados americanos, onde autoridades questionam a legalidade de parte de suas operações. Em Washington, uma decisão judicial determinou o bloqueio da plataforma após o entendimento de que determinados contratos provavelmente violam a legislação estadual sobre jogos de azar. Massachusetts também adotou medidas contra a empresa.

Além das ações judiciais, a Kalshi comunicou às autoridades americanas uma movimentação considerada suspeita identificada por seus sistemas de monitoramento, dando origem a uma investigação conduzida pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC) sobre possível uso de informação privilegiada.

No Brasil, o governo federal considera ilegais os chamados mercados de predição oferecidos por empresas desse segmento, posição mencionada na reportagem da Reuters ao abordar o ambiente regulatório enfrentado pela companhia fora dos Estados Unidos.

 

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