IMPACTOS FINANCEIROS
BNDES libera R$ 8 bilhões a companhias aéreas diante da alta do combustível
Por Marcelo Cabral - Em 30/07/2026 às 7:15 PM
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o acesso de até R$ 8 bilhões em recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para apoiar quatro das principais companhias aéreas que operam voos domésticos no Brasil. A medida busca reduzir os impactos financeiros provocados pela forte alta no preço do combustível de aviação, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio.

Reunião definiu apoio às companhias aéreas que atuam no Brasil Foto: Vivian Fernandez/BNDES
Os recursos poderão ser utilizados até dezembro de 2026 pelas companhias Azul, Gol, Latam Brasil e ATA Aerotáxi Abaeté, por meio de uma linha de capital de giro destinada à manutenção da sustentabilidade financeira das empresas. Segundo o BNDES, o financiamento tem taxa de juros fixa de 4% ao ano e prazo de até 60 meses, condições definidas pelo Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). A iniciativa ocorre em um momento de forte pressão sobre os custos operacionais das companhias aéreas.
O querosene de aviação (QAv) registrou uma elevação expressiva entre abril e maio deste ano, refletindo os efeitos da instabilidade geopolítica no Oriente Médio. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a medida busca preservar a oferta de transporte aéreo, os empregos e a conectividade nacional. “”Os recursos vão apoiar as empresas que desempenham papel importante para a economia, contribuindo para a continuidade das operações e da oferta de transporte aéreo à população, para a manutenção de empregos e mitigação da redução na malha ou descontinuidade de rotas”, disse.
Função estratégica no Brasil
Já o titular do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Tomé França, destacou que a aviação exerce papel estratégico em um país de dimensões continentais como o Brasil, sendo essencial para integrar regiões, impulsionar o turismo e apoiar o desenvolvimento econômico. “A aviação civil é uma necessidade do Brasil, pelo tamanho do país, pelo número de cidades, pelo número de habitantes“, salientou.
Na avaliação da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o financiamento também contribui para evitar redução da malha aérea em um momento de pressão sobre os custos do setor, preservando a capacidade de atendimento da demanda por voos domésticos. “A aviação integra o País, gera emprego e ajuda o turismo a bater recorde. Cada novo destino nacional e internacional volta em turismo, PIB, desenvolvimento e emprego“, concluiu Juliano Noman, presidente da Abear. (Com informações da Agência BNDES)
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