Mercado financeiro

Vale, Itaú e Petrobras lideram lista das ações mais recomendadas para agosto

Por Redação - Em 06/08/2026 às 10:38 AM

Mineradora Vale

A Vale aparece como a ação mais indicada entre as carteiras recomendadas do mês, seguida por Itaú Unibanco e Petrobras

As ações de grandes empresas brasileiras seguem no radar das principais instituições financeiras para agosto. Levantamento da Bloomberg Línea com dez bancos e corretoras mostra que papéis de companhias consolidadas, especialmente dos setores de mineração, petróleo e financeiro, continuam concentrando as preferências dos analistas em um cenário marcado pela retomada do fluxo de investidores estrangeiros para a Bolsa brasileira, corte da taxa Selic e incertezas relacionadas ao ambiente eleitoral.

A Vale aparece como a ação mais indicada entre as carteiras recomendadas do mês, seguida por Itaú Unibanco e Petrobras, que mantêm espaço relevante nas estratégias das instituições consultadas. Também figuram entre os destaques empresas como Banco do Brasil, Equatorial Energia, Embraer, BTG Pactual, B3, Ambev e Localiza, refletindo uma combinação de negócios considerados resilientes, boa geração de caixa e potencial de valorização.

Segundo o levantamento, o movimento ocorre em um momento em que investidores globais voltam a ampliar a exposição ao mercado brasileiro. A combinação de múltiplos considerados atrativos, expectativa de redução gradual dos juros e valorização de empresas de grande liquidez tem favorecido as chamadas blue chips, que voltaram a ocupar posição de destaque nas carteiras recomendadas.

Além dos papéis ligados a commodities e ao setor financeiro, bancos e corretoras também reforçaram a presença de companhias voltadas ao mercado doméstico. Empresas dos segmentos de energia elétrica, consumo, infraestrutura e tecnologia aparecem como alternativas para diversificar os portfólios diante da volatilidade esperada para os próximos meses.

Os estrategistas destacam que a proximidade das eleições tende a aumentar a busca por empresas capazes de atravessar períodos de maior instabilidade econômica. Nesse contexto, companhias exportadoras e negócios que geram receitas em dólar ou possuem forte capacidade de distribuição de dividendos ganham espaço como mecanismos de proteção para os investidores.

Na avaliação das instituições consultadas, o Brasil voltou a despertar interesse entre gestores internacionais à medida que parte do capital migra de mercados mais concentrados em tecnologia para economias com avaliações consideradas descontadas. Embora permaneçam desafios relacionados ao cenário fiscal e ao nível dos juros, a Bolsa brasileira continua negociando a múltiplos inferiores aos de diversos mercados internacionais, fator que reforça o potencial de valorização de empresas líderes em seus segmentos.

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