COMÉRCIO EXTERIOR

Exportações brasileiras para União Europeia crescem quase 4% em 60 dias de acordo com Mercosul

Por Redação - Em 10/08/2026 às 2:31 PM

Geraldo Alckmin Foto Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a estratégia de abertura de mercados tem ajudado o Brasil a ampliar as exportações mesmo diante das restrições enfrentadas em outros destinos. FOTO: Agência Brasil

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram quase 4% nos primeiros 60 dias de vigência provisória do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu. O dado foi apresentado nesta segunda-feira (10) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em Brasília.

Segundo Alckmin, o desempenho registrado nos dois primeiros meses mostra a contribuição da ampliação dos acordos comerciais para as vendas externas brasileiras, especialmente em um cenário de dificuldades no comércio com os Estados Unidos.

O vice-presidente afirmou que a estratégia de abertura de mercados tem ajudado o Brasil a ampliar as exportações mesmo diante das restrições enfrentadas em outros destinos.

O avanço das exportações ocorre, no entanto, em meio a um impasse sanitário entre Brasil e União Europeia. O bloco europeu decidiu suspender, a partir de 3 de setembro, a autorização para importação de carnes bovina e de frango brasileiras.

A justificativa apresentada pelos europeus é a necessidade de comprovação do cumprimento de novas regras relacionadas ao controle de antimicrobianos utilizados na pecuária.

Durante o congresso, Alckmin defendeu o fortalecimento da vigilância sanitária brasileira e afirmou que barreiras dessa natureza também podem ser utilizadas como instrumentos de proteção comercial.

O vice-presidente destacou que, após 18 anos, foram incorporados quase mil colaboradores às atividades relacionadas à vigilância sanitária. Também ressaltou que o Brasil alcançou o status de país livre de febre aftosa sem vacinação.

Outro indicador citado foi o controle do episódio de influenza aviária registrado no país. Segundo Alckmin, o caso foi controlado em 28 dias e o Brasil está livre da doença.

Além das relações comerciais com a Europa, Alckmin abordou as dificuldades enfrentadas pelo Brasil no mercado dos Estados Unidos. De acordo com o vice-presidente, as restrições americanas atingem atualmente 15% das exportações brasileiras, com maior impacto sobre a indústria.

Alckmin afirmou que o governo brasileiro pretende manter as negociações com os Estados Unidos para tentar reverter as medidas que afetam os produtos nacionais.

A estratégia comercial brasileira passa, portanto, por duas frentes. Enquanto o governo busca recuperar espaço no mercado americano, o acordo Mercosul-União Europeia começa a apresentar seus primeiros resultados, com crescimento próximo de 4% das vendas brasileiras ao bloco europeu em apenas dois meses.

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