DESIGN BRASILEIRO
Carla Amorim traduz as formas de Oscar Niemeyer em nova coleção de joias
Por Marlyana Lima - Em 22/08/2026 às 8:00 AM

Anel Anel Brasília, releitura de um desenho criado há mais de 30 anos e inspirado no Congresso Nacional – Fotos: Reprodução / Instagram
Há mais de três décadas, Carla Amorim encontra na arquitetura de Oscar Niemeyer uma das matrizes de seu vocabulário criativo. Agora, essa relação ganha um novo capítulo com a REVER Série 2, coleção que parte das formas da arquitetura modernista brasileira para construir joias marcadas por geometria, proporção e volume.
O lançamento integra REVER, projeto iniciado em 2026 para revisitar o repertório da joalheria até a celebração de seus 35 anos, em 2027. A proposta não é simplesmente reeditar peças do arquivo: formas, proporções, técnicas e gemas são atualizadas para estabelecer novos diálogos com a história da marca. Todas as coleções apresentadas entre março de 2026 e junho de 2027 estarão reunidas sob o nome REVER, divididas em séries.

Lapidações baguete e princess reforçam o desenho geométrico das peças
Na segunda série, Oscar Niemeyer e a arquitetura de Brasília assumem o centro da criação. É uma referência particularmente ligada à história de Carla Amorim: a própria marca define natureza, religiosidade e as linhas arquitetônicas da capital federal como os três pilares de seu processo criativo.

A coleção incorpora ainda ônix, malaquita e ágata vermelha
Essa influência aparece menos como reprodução literal dos edifícios e mais como linguagem. Lapidações baguete e princess reforçam o desenho geométrico das peças, enquanto ouro polido, diamantes e pedras naturais constroem contrastes de cor, superfície e proporção. A coleção incorpora ainda ônix, malaquita e ágata vermelha.
Anel Brasília retorna ao centro da coleção
Entre as peças de maior carga simbólica está o Anel Brasília, releitura de um desenho criado há mais de 30 anos e inspirado no Congresso Nacional. Na REVER Série 2, a joia preserva a identidade da criação original, mas retorna atualizada em ouro polido e diamante com lapidação emerald cut.
O retorno também recupera uma história longa entre a designer e a capital onde nasceu. Em 2013, o Anel Brasília já aparecia em uma coleção da joalheira como homenagem à arquitetura de Niemeyer; registros da época descreviam a peça como inspirada nos edifícios do Congresso Nacional.

A coleção inclui colares de diamantes pensados para diferentes composições
Outra protagonista da nova série é a Riviera, um dos desenhos mais reconhecíveis da joalheria clássica. Carla Amorim a interpreta com diamantes em lapidação baguete, incorporando elementos de seu próprio repertório para atualizar a peça sem apagar seu caráter atemporal.
A coleção inclui ainda três modelos de colares de diamantes pensados para diferentes composições. Regulagem de comprimento, uso em alturas distintas e encaixes para berloques ampliam as possibilidades, aproximando a alta joalheria de uma ideia mais contemporânea de versatilidade.

Ao retornar a Niemeyer e a Brasília, Carla Amorim revisita uma inspiração presente desde os primeiros anos de sua trajetória
Na coleção, memória e arquitetura funcionam como matéria-prima — e o modernismo brasileiro volta a encontrar no desenho da joalheria brasileira uma escala íntima, feita para o corpo.
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