Diplomacia do desenvolvimento

Ceará integra missão à China e amplia participação em agenda estratégica do Sul Global

Por Julia Fernandes Fraga - Em 01/06/2026 às 6:27 PM

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A secretária Zelma Madeira representa o Estado na comitiva federal. Foto: Reprodução/Instagram

O Ceará passou a integrar uma agenda de cooperação internacional liderada pelo Governo Federal na China. Entre os dias 1º e 6 de junho, a secretária da Igualdade Racial do Estado, Zelma Madeira, participa, a convite do Ministério da Igualdade Racial, da missão vinculada ao Programa Caminhos do Sul Global, iniciativa-piloto voltada ao fortalecimento da cooperação entre países em desenvolvimento.

A agenda reúne temas que ganham espaço nas relações internacionais, como ciência, tecnologia, inovação, inteligência artificial, formação profissional e inclusão produtiva. A proposta é promover intercâmbios e diálogos técnicos entre Brasil e China, ampliando a participação da população negra brasileira em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e sustentável.

A missão faz parte de uma parceria entre o Ministério da Igualdade Racial e o Instituto Federal de Goiás (IFG), formalizada por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) voltado ao fortalecimento da cooperação Sul-Sul e à ampliação da articulação internacional para promoção da igualdade racial.

Conexão com o Ceará

A participação do Estado dialoga com o estreitamento das relações entre Ceará e China em setores como energias renováveis, hidrogênio verde, infraestrutura e inovação, especialmente a partir dos investimentos e projetos vinculados ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

Para Zelma Madeira, a missão é “uma honra” e representa “a busca a efetiva de um modelo de desenvolvimento social e econômico com sustentabilidade para o Ceará”.

Caminhos do Sul Global

O programa tem como foco ampliar a cooperação com países do BRICS, estimular a produção de conhecimento e inovação tecnológica com inclusão social e fortalecer a formação técnica e científica em áreas consideradas estratégicas para o futuro da economia.

A iniciativa também visa a presença de negros e quilombolas nesses setores, conectando políticas de igualdade racial a agendas de desenvolvimento, ciência, tecnologia e cooperação internacional.

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