Frente Investigativa

CPI do Crime Organizado amplia escopo sobre setor financeiro e autoridades

Por Julia Fernandes Fraga - Em 25/02/2026 às 5:17 PM

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Alexandre de Moraes e Dias Toffoli foram convidados a comparecer. Fotos: Luiz Silveira/STF

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), um novo conjunto de convocações, convites e quebras de sigilo para aprofundar a investigação sobre a possível infiltração de organizações criminosas no sistema financeiro e em estruturas do Estado.

Entre os requerimentos aprovados está o convite aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Nesse formato, o comparecimento é facultativo.

No eixo empresarial, a comissão determinou a convocação — de presença obrigatória — do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, além de executivos ligados à instituição financeira. Também foram convocados gestores da Maridt Participações, empresa associada à família do ministro Dias Toffoli.

Quebras de sigilo e análise técnica

Os parlamentares autorizaram a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações e do Banco Master no período entre 2022 e 2026. A medida visa permitir o cruzamento de dados para identificação de eventuais operações atípicas.

Também foi aprovado o envio de relatórios de inteligência financeira pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), instrumento considerado central na análise de movimentações financeiras sob investigação.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ressaltou que convocações não implicam acusação prévia, podendo alcançar testemunhas consideradas relevantes para o esclarecimento dos fatos.

Ampliação institucional

A comissão aprovou ainda convocações de ex-integrantes da equipe econômica federal e convites a autoridades do Poder Executivo. Ao todo, foram deliberados 63 requerimentos envolvendo convocações, convites e pedidos de informação.

A oitiva do ex-deputado estadual fluminense conhecido como “TH Joias” depende de autorização judicial ainda pendente no STF.

Presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), a CPI entra agora em fase de consolidação de dados financeiros e tomada de depoimentos, ampliando o alcance técnico e institucional da apuração.

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