Ano Eleitoral

‘Dança das cadeiras’ redefine bancadas e muda correlação de forças no Senado

Por Julia Fernandes Fraga - Em 28/01/2026 às 12:12 AM

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PL inicia o ano como a maior bancada numericamente. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O Senado inicia 2026 com uma configuração partidária distinta da observada em anos anteriores. O Partido Liberal (PL) abre o ano eleitoral — o último da atual legislatura — como a maior bancada da Casa, com 15 senadores, um a mais que no início de 2025. A legenda assume a liderança numérica antes ocupada pelo PSD desde 2023.

Este aparece em segundo, com 14 parlamentares, após perder uma cadeira em relação ao ano passado. Na terceira posição permanece o MDB, que agora conta com 10 senadores. Completam o grupo das maiores bancadas o PT, com 9 parlamentares, e o PP, que soma 7.

Mudanças

As alterações refletem movimentações ocorridas em 2025, envolvendo filiações, desfiliações e a posse de suplentes. Entre elas, a saída de Alan Rick (AC) do União Brasil para o Republicanos e a migração de Márcio Bittar (AC) do União Brasil para o PL. Também em 2025, Daniella Ribeiro (PB) deixou o PSD rumo ao PP, enquanto Giordano (SP) se desfiliou do MDB e está sem partido.

No campo das suplências, José Lacerda (PSD-MT) assumiu em outubro a vaga de Margareth Buzetti (PP-MT), primeira suplente de Carlos Fávaro, atual ministro da Agricultura. Lacerda foi eleito como segundo suplente. Em dezembro, Bruno Bonetti (PL-RJ) tomou posse como suplente de Romário (PL-RJ) e deve permanecer no mandato até março; a mudança, porém, não altera a composição numérica da bancada.

Com 2026 marcado por trocas partidárias e entradas e saídas de suplentes — movimentos típicos de ano eleitoral —, a tendência é de novas alterações até dezembro. Em 2027, o cenário pode mudar ainda mais: dois terços das cadeiras do Senado serão renovados nas eleições de outubro, o que deve redesenhar o equilíbrio de forças na Casa.

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