Tutela Judicial

Decisão de Moraes barra sindicância do CFM e destaca atendimento médico a Bolsonaro

Por Julia Fernandes Fraga - Em 08/01/2026 às 12:10 PM

Cfm

Após relato da família, órgão pediu sindicância pelo CRM-DF. Foto: Conselho Federal de Medicina

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nessa quarta-feira (7) que a Polícia Federal (PF) ouça o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, após a entidade questionar a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ministro também declarou nula a determinação do CFM que orientava a abertura de sindicância sobre o caso, afirmando que a medida revela “desvio de finalidade” e “total ignorância dos fatos”, já que o Conselho não tem competência fiscalizatória nesse contexto.

Além de ordenar que a PF colha o depoimento de José Hiran em até dez dias, o ministro determinou que o diretor do DF Star envie ao STF, em 24 horas, todos os exames e laudos referentes ao atendimento do ex-presidente. O CFM declarou que cumprirá integralmente a decisão judicial e que só se manifestará em juízo.

Entenda

Jair Bolsonaro passou nessa quarta-feira (7) por exames cranianos no Hospital DF Star após cair na sala onde cumpre pena na Superintendência da PF, em Brasília. A equipe médica informou que ele caiu ao tentar caminhar e que a suspeita de crise convulsiva não foi confirmada. Segundo a PF, o ex-presidente teve “ferimentos leves” e não houve indicação inicial de deslocamento imediato para o hospital. Os exames — tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma — foram solicitados pela defesa e autorizados por Moraes. Após os procedimentos, Bolsonaro retornou à Superintendência.

A queda ocorreu na madrugada de terça-feira (6) e foi divulgada nas redes sociais pela esposa Michelle Bolsonaro, posteriormente confirmada por médicos e pela PF. A corporação informou que o atendimento foi prestado ainda na madrugada e que a equipe médica “atuou correta e competentemente”. Moraes citou que os exames no DF Star “não apontaram nenhum problema ou sequela”.

A família de Bolsonaro, porém, afirma que ele não recebeu o tratamento adequado. Ainda na manhã de quarta, o CFM havia determinado ao CRM-DF a abertura imediata de sindicância. 

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