Campo conservador

Dobradinha com Tarcísio coloca Nunes no eixo da eleição em São Paulo

Por Julia Fernandes Fraga - Em 05/05/2026 às 12:11 PM

Ricardonunes

O gestor da capital deve retribuir o apoio recebido do governador em 2024, mas já pensando em 2030. Foto: Prefeitura de São Paulo

A disputa pelo governo de São Paulo segue em organização com a articulação entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), que ensaiam reeditar a aliança política com inversão de protagonismo: desta vez, o prefeito assume o papel de operador eleitoral central, mirando ampliar a presença do governador no maior colégio eleitoral do país. 

Com cerca de 9 milhões de eleitores — o equivalente a 26,8% do total estadual —, a capital paulista é peça-chave na estratégia. O movimento também dialoga com o histórico recente: em 2022, Fernando Haddad (PT) superou Tarcísio na cidade.

A avaliação atual, no entanto, é de que a estrutura política de Nunes, somada à sua aprovação, pode ser decisiva, sobretudo na periferia, somando à candidatura que, segundo pesquisa Genial/Quaest, aponta Tarcísio com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 26% de Haddad.

Há ainda um componente de reciprocidade. Em 2024, Tarcísio atuou diretamente na campanha de Nunes, como conselheiro político e elo com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de participar da construção da chapa. Agora, aliados apontam que o prefeito deve retribuir o apoio, com presença ativa na coordenação e nas agendas de rua.

Peça eleitoral

É nesse contexto que se insere a pré-candidatura de Regina Carnovale Nunes, primeira-dama da cidade de São Paulo, à Assembleia Legislativa (Alesp). Internamente, o MDB — presidido nacionalmente pelo deputado federal Baleia Rossi (SP) — trata o movimento como estratégico para fortalecer o grupo político de Ricardo Nunes.

A aposta é que uma votação expressiva de Regina amplie o capital político do prefeito e consolide seu posicionamento para voos mais altos — incluindo uma eventual disputa ao Palácio dos Bandeirantes em 2030.

Com pré-candidatura já anunciada, Regina intensificou articulações políticas e deve ter como principal bandeira a causa animal, além de pautas sociais. O arranjo também deve contar com o apoio do presidente da Alesp, André do Prado (PL), possível candidato ao Senado por São Paulo indicado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

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