Política de segurança

Investimento estadual em efetivo leva Polícia Civil à marca inédita no Ceará

Por Julia Fernandes Fraga - Em 29/05/2026 às 7:14 PM

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Posse ocorreu em solenidade no Centro de Eventos do Ceará nesta sexta-feira, 29. Fotos: Hiane Braun – Casa Civil

A Polícia Civil do Ceará alcançou um marco inédito nesta sexta-feira (29), com a posse de 750 novos oficiais investigadores, ultrapassando pela primeira vez a marca de 5 mil integrantes. De acordo com o governo estadual, a ação melhora a capacidade de investigação e reforça a estratégia de enfrentamento ao crime organizado.

Maior reforço da carreira

O concurso para oficial investigador registrou mais de 31 mil inscritos e previa inicialmente 500 vagas. O Governo do Ceará decidiu ampliar a convocação para 750 candidatos, promovendo o maior chamamento já realizado para a carreira. Com os novos investigadores, a Polícia Civil acumula reforço de 1.272 profissionais desde 2023. Considerando todas as forças de segurança estaduais, o número de servidores nomeados e em formação já supera 5,7 mil.

Durante a solenidade, realizada no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, o governador Elmano de Freitas (PT) destacou que esse é um “investimento que salva vidas, fortalece o combate ao crime e leva mais tranquilidade aos cearenses”. “Seguimos fortalecendo as nossas forças de segurança, com quase 6 mil profissionais entre nomeados e concursos em andamento. Tudo isso para garantir mais proteção, presença do Estado e segurança para o nosso povo”, acrescentou.

Além do governador, participaram o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá; o delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez; e o presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri (PSB).

Ganho na capacidade investigativa

Segundo a cúpula da segurança pública, o novo efetivo permitirá ampliar ações de inteligência, operações policiais e investigações qualificadas, com foco no combate ao crime organizado, no fortalecimento das delegacias do Interior e na proteção de mulheres e grupos vulneráveis.

Os novos investigadores passarão por um curso de formação de quatro meses e meio na Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp), com disciplinas voltadas à investigação criminal, inteligência policial e atuação operacional.

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Das 500 vagas iniciais, foram chamados 750 novos oficiais

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