Pleito 2026
Justiça Eleitoral conclui votação de normas e estabelece calendário oficial e diretrizes de propaganda
Por Julia Fernandes Fraga - Em 03/03/2026 às 11:08 AM

Ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal, conduziu os trabalhos ao lado de Nunes Marques, relator. Foto: Luiz Roberto/TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou, na segunda-feira (2), uma etapa crucial para a estabilidade democrática do país. Em sessão extraordinária, o Plenário aprovou as últimas sete resoluções que regerão as Eleições Gerais de 2026, consolidando um conjunto de 14 instruções que abrangem desde o uso de Inteligência Artificial (IA) até o cronograma detalhado de prazos para partidos e candidatos.
Sob a relatoria do vice-presidente da Corte, ministro Nunes Marques, as novas normas buscam o equilíbrio institucional. “A Justiça Eleitoral não pecará pelo excesso, tampouco pela inação“, destacou o ministro, reforçando que o objetivo é permitir o “florescimento do debate no mundo real” sem negligenciar os riscos tecnológicos.
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Inteligência Artificial: o foco na integridade
Uma das maiores inovações das instruções para 2026 é o rigor sobre a Inteligência Artificial. O TSE estabeleceu diretrizes claras para evitar o uso de deepfakes e garantir a transparência:
> Rotulagem obrigatória: todo conteúdo sintético deve ser identificado;
> Proibição de algoritmos de recomendação: provedores não podem usar IA para recomendar candidaturas específicas;
> Responsabilidade das big techs: provedores de internet terão responsabilidade solidária caso não removam conteúdos ilícitos ou não rotulados de forma imediata;
> Janela crítica: conteúdos sintéticos estão proibidos de circular nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas seguintes.
Calendário Eleitoral e “Janela Partidária”
O cronograma oficial já está definido. O eleitorado irá às urnas no dia 4 de outubro (1º turno) para escolher presidente, governadores, senadores e deputados.
Um dos marcos mais aguardados pela classe política, a “janela de migração partidária”, terá início em 5 de março, encerrando-se em 3 de abril. Este é o período em que detentores de mandato proporcional podem trocar de legenda sem o risco de perda do cargo por infidelidade partidária.
Inclusão e novo Estatuto da Cidadania
A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, enalteceu o caráter inclusivo do novo regramento, que pela primeira vez garante a participação proporcional de populações indígenas no Fundo Partidário e no tempo de TV. Além disso, o Tribunal criou o Estatuto da Cidadania, uma resolução que consolida todos os direitos e deveres dos eleitores em um único documento, facilitando a consulta e fortalecendo a educação política.
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