Legado reconhecido

Morte de Raul Jungmann gera ampla reação no meio político brasileiro

Por Julia Fernandes Fraga - Em 19/01/2026 às 12:04 PM

Rauljugmann

Ministros do STF e de governo, parlamentares, gestores e partidos divulgaram notas de pesar. Foto: Agência Brasil

A morte de Raul Jungmann, no último domingo (18), aos 73 anos, vítima de câncer no pâncreas, gerou ampla comoção no meio político. Com mais de cinco décadas de atuação pública, o ex-ministro passou por cargos que vão de vereador a deputado federal e integrou os governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), que tinha Jungmann como presidente, informou que o velório ocorre nesta segunda-feira (19), das 15h30 às 17h, na capela do Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, restrito a familiares e amigos próximos.

Homenagens

Dentre os depoimentos de destaque está o do ex-presidente Michel Temer, que teve Jungmann como ministro da Defesa e da Segurança Pública. Temer afirmou em nota que ele foi “um brasileiro que soube servir ao país”, destacando que o ex-ministro deixou sua marca por onde passou e lamentando a perda “no plano cívico e pessoal”.

Paulo Teixeira, atual ministro do Desenvolvimento Agrário, ressaltou a trajetória do ex-ministro, lembrando sua atuação desde as Diretas Já e sua passagem pelo PCB, PPS e por cargos no governo FHC e Temer. Ele afirmou que Jungmann participou “com generosidade e espírito democrático” do conselho de ex-ministros do Desenvolvimento Agrário enquanto sua saúde permitiu.

Gilmar Mendes, ministro do STF, publicou homenagem emocionada, afirmando que perde “um amigo querido” e destacando a integridade e o compromisso democrático de Jungmann, a quem definiu como um homem público de “extraordinária densidade republicana”. Segundo ele, o ex-ministro integrou um “dream team” no governo FHC, voltado à estabilização institucional e às reformas estruturais.

Outro ministro do STF, Alexandre de Moraes, afirmou que Jungmann foi “um grande democrata” e exemplo de homem público, lembrando o trabalho conjunto durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, lamentou “a perda de um dos mais capacitados e éticos homens públicos” que conheceu, destacando o legado e o compromisso de Jungmann com o interesse público.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), também lamentou a morte, classificando Jungmann como um homem de “trajetória marcante” e de forte compromisso com o país.

O Cidadania, último partido ao qual o ex-ministro foi filiado, divulgou nota assinada por Roberto Freire, que descreveu Jungmann como figura de referência na legenda desde os tempos do PCB e PPS. O texto afirma que sua partida deixa “um vazio humano e político”, mas mantém vivo seu legado de coerência e espírito democrático.

Mais notícias

Ver tudo de IN Poder