Tensão no Golfo

Segundo ataque em 24 horas amplia risco no Estreito de Ormuz e eleva alerta sobre rota vital da energia global

Por Redação - Em 04/05/2026 às 8:42 AM

Estreito De Ormuz

Mesmo após três semanas de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o estreito segue sob bloqueio seletivo e vigilância reforçada

Um segundo navio comercial foi atacado no Estreito de Ormuz em menos de 24 horas, aprofundando a escalada de tensão em uma das passagens marítimas mais estratégicas do planeta para o comércio de petróleo e gás. Segundo a agência britânica UKMTO, um petroleiro foi atingido por um “projétil desconhecido” ao norte de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, sem registro de feridos ou danos ambientais.

O novo episódio ocorreu horas após outro ataque, desta vez, contra um graneleiro próximo à costa iraniana de Sirik, reforçando o aumento da insegurança em uma rota que, em condições normais, responde por cerca de 20% do fluxo global de combustíveis fósseis. A sucessão de incidentes amplia o temor de novos choques logísticos e de pressão adicional sobre preços internacionais de energia.

Mesmo após três semanas de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o estreito segue sob bloqueio seletivo e vigilância reforçada. Em resposta, o presidente Donald Trump anunciou a operação “Projeto Liberdade”, mobilizando mais de 100 aeronaves, navios e 15 mil militares para escoltar embarcações comerciais na região.

Desde o início da ofensiva militar em 28 de fevereiro, a UKMTO já recebeu 46 relatos de incidentes envolvendo embarcações no Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz e Golfo de Omã, sendo cerca de 20 ligados a atividades suspeitas com projéteis. Para mercados globais, a deterioração da segurança em Ormuz reacende um risco clássico: qualquer interrupção prolongada na via marítima pode pressionar petróleo, seguros marítimos e cadeias internacionais de abastecimento.

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