Jogo político

Semana decisiva: Câmara avança para escolha do novo ministro do TCU

Por Julia Fernandes Fraga - Em 10/04/2026 às 7:04 PM

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O deputado cearense Danilo Forte está entre os candidatos. Foto: TCU

A escolha do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) entra na reta decisiva na próxima semana, com sabatina marcada para o dia 13 de abril e votação em plenário prevista para o dia 14 de abril. A vaga, aberta com a aposentadoria de Aroldo Cedraz no fim de fevereiro, transformou a definição em uma disputa política direta dentro da Câmara dos Deputados. 

Ao todo, sete parlamentares formalizaram candidatura, ampliando o nível de competitividade e mantendo o desfecho em aberto até a votação .

Antes da votação em plenário, os candidatos passam por sabatina na Comissão de Finanças e Tributação, etapa de caráter consultivo. Após a escolha pela Câmara, o nome ainda precisa ser aprovado pelo Senado. Na sequência, o próprio TCU realiza a verificação dos requisitos constitucionais, como reputação ilibada e notório saber técnico, antes da posse.

Disputa aberta e acordos tensionados

Mesmo com um acordo previamente costurado em torno do deputado Odair Cunha (PT-MG) — que reúne a base mais ampla de apoio —, a multiplicidade de candidaturas tensiona o cenário e reduz a previsibilidade do resultado.

Estão na disputa Adriana Ventura (Novo-SP), Danilo Forte (PP-CE), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Podemos-ES), Hugo Leal (PSD-RJ), Odair Cunha (PT-MG) e Soraya Santos (PL-RJ), refletindo a fragmentação partidária e a tentativa de diferentes blocos influenciarem a composição da Corte.

No plenário, o voto secreto atua como fator decisivo e abre espaço para rearranjos de última hora, historicamente capazes de alterar cenários considerados consolidados.

Por que a vaga importa

A vaga no TCU está entre as mais estratégicas do sistema político. O tribunal auxilia o Congresso no controle externo da administração pública federal, fiscalizando contratos, obras, licitações e a execução do orçamento da União. A escolha ocorre em um momento de maior protagonismo do Legislativo sobre o Orçamento, o que amplia o peso político da indicação e eleva o interesse das bancadas na definição do nome.

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