TENSÃO NO CARIBE

Trump amplia pressão sobre Cuba e fala em controle “quase imediato” da ilha

Por REDAÇÃO - Em 02/05/2026 às 12:20 PM

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Declarações de Trump elevam tensão entre Estados Unidos e Cuba em meio a novas sanções — Foto: arquivo/Portal IN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra Cuba ao afirmar que o país norte-americano poderá assumir o controle da ilha “quase imediatamente”, em meio a um novo pacote de sanções econômicas e aumento da tensão diplomática entre os dois países.

A declaração foi feita durante um evento em Palm Beach, na Flórida, enquanto o republicano cumprimentava convidados. Ao mencionar o ex-deputado Dan Mica, Trump surpreendeu a plateia ao dizer que Cuba seria alvo de uma ação direta dos Estados Unidos.

“O que faremos, na volta do Irã, é enviar um dos nossos grandes navios, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo, para atracar a uns cem metros da costa e eles dirão: ‘Muito obrigado, nos rendemos’”, afirmou.

A fala foi recebida com risos pelo público presente, segundo relatos da imprensa internacional, e não veio acompanhada de detalhes sobre eventuais planos militares ou diplomáticos.

A Casa Branca não esclareceu se a declaração reflete uma estratégia concreta ou se foi feita em tom hipotético. Ainda assim, o posicionamento ocorre em um momento de endurecimento da política externa americana em relação à ilha caribenha.

No mesmo dia, Trump oficializou novas sanções contra Cuba, com foco em ampliar a pressão econômica sobre o governo local. As medidas atingem bancos estrangeiros que mantêm relações com Havana, além de impor restrições migratórias e penalidades a setores estratégicos, como energia e mineração.

O governo americano sustenta que Cuba continua sendo uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos, reforçando uma narrativa histórica que sustenta o embargo econômico em vigor desde 1962.

Em resposta, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, criticou as medidas e classificou as sanções como “coercitivas, unilaterais e abusivas”. Segundo ele, a decisão ocorre em meio a mobilizações internas convocadas para o Dia do Trabalhador, com foco na defesa da soberania nacional.

Apesar do aumento da tensão, canais diplomáticos seguem abertos. Em abril, representantes dos dois países participaram de reuniões de alto nível em Havana, indicando que, mesmo sob pressão, o diálogo ainda não foi completamente interrompido.

O cenário ocorre em meio a uma profunda crise econômica em Cuba, agravada pela redução do turismo, paralisação de setores industriais e escassez de combustível, fatores que ampliam a vulnerabilidade da ilha diante das sanções internacionais.

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