Apuração Federal
Vorcaro e ex-chefe do BRB divergem em acareação no inquérito das fraudes do Banco Master
Por Julia Fernandes Fraga - Em 30/01/2026 às 12:36 AM

Ministro Dias Toffoli retirou o sigilo dos depoimentos. Foto: Agência Brasil
O banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, entraram em contradição em acareação realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que investiga fraudes no Banco Master e a tentativa de compra de ativos da instituição pelo BRB.
No depoimento, Vorcaro negou irregularidades, confirmou encontros institucionais com o governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), e recusou fornecer a senha do celular apreendido. Sobre as suspeitas, disse que “o que eu mais quer é restabelecer a verdade”. “Essa fraude que foi colocada, ela não existiu, e não era para ter liquidado o banco. Não era para eu estar passando por isso”, protestou.
Entenda
A oitiva ocorreu em 30 de dezembro de 2025 e foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que também retirou o sigilo dos depoimentos.
Na ocasião, Daniel Vorcaro alegou que as carteiras de crédito da empresa Tirreno, ligada ao Master, eram de originadores terceiros e não pertenciam ao banco, condição que teria sido informada ao BRB durante as negociações. “A gente anunciou que faria a venda de originadores terceiros. A gente chegou a conversar que a gente começaria um novo formato de comercialização, que seria originada de terceiros, não mais originação própria”, relatou.
Já Paulo Henrique Costa apresentou versão divergente e disse que entendeu que os créditos eram próprios do Master. “No meu entendimento, eram carteiras originadas pelo Master, que haviam sido vendidas ou negociadas com terceiros e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente [BRB]”, declarou.
De acordo com a investigação, a Tirreno é apontada como “empresa de fachada” usada para simular operações de compra e venda de créditos. O caso está ligado à Operação Compliance Zero, que apura a concessão de créditos falsos. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões, segundo os investigadores, e resultaram na liquidação do banco pelo Banco Central.
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