Mundial 2026

Copa confirma equilíbrio e transforma o 2 a 1 no placar da sobrevivência

Por Julia Fernandes Fraga - Em 01/07/2026 às 4:58 PM

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O camisa 9 da Inglaterra, Karry Kane, marcou os dois gols da vitória sobre a RD Congo. Fotos: Reprodução/Instagram

A Copa do Mundo de 2026 entrou em uma nova etapa – e ela tem sido marcada muito mais pelo equilíbrio do que pelo favoritismo.

Se a fase de grupos registrou goleadas e atuações dominantes, o mata-mata vem impondo um roteiro diferente: os principais candidatos ao título continuam avançando, mas quase sempre após jogos apertados, decididos por detalhes. Não por acaso, o placar de 2 a 1 tem se repetido como um retrato da dificuldade enfrentada pelas seleções mais tradicionais.

Depois de o Brasil eliminar o Japão por 2 a 1, na segunda-feira (29), foi a vez da Noruega superar a Costa do Marfim pelo mesmo placar, em uma partida definida por Erling Haaland nos minutos finais.

Nesta quarta-feira (1º), a Inglaterra também precisou buscar uma virada por 2 a 1 diante da República Democrática do Congo para garantir vaga nas oitavas de final. Antes disso, o Canadá avançou com uma vitória singela por 1 a 0 sobre a África do Sul, enquanto Paraguai e Marrocos só confirmaram classificação nas disputas por pênaltis contra Alemanha e Holanda, respectivamente.

Nova era

Os resultados mostram que a margem para erro diminuiu significativamente. Mesmo seleções apontadas entre as favoritas têm encontrado adversários organizados, capazes de equilibrar as partidas e levar a disputa até os minutos finais.

A Inglaterra é um dos exemplos mais claros desse cenário. A equipe comandada por Thomas Tuchel saiu atrás no placar logo no início do confronto contra a República Democrática do Congo e precisou de uma atuação decisiva de Harry Kane para evitar uma eliminação precoce. O atacante marcou duas vezes no segundo tempo e comandou a virada inglesa em Atlanta.

A Noruega também sofreu para confirmar a classificação. Depois de abrir o placar, viu a Costa do Marfim empatar a partida antes de Haaland aparecer novamente para decidir e garantir a vitória, resultado que colocou os noruegueses no caminho da seleção brasileira.

Kane alcança marca histórica

Além de assegurar a permanência da Inglaterra na competição, Harry Kane alcançou um feito expressivo na história dos Mundiais. Com os dois gols marcados diante da seleção congolesa, o camisa 9 chegou a 13 gols em Copas do Mundo, tornando-se o maior artilheiro inglês da história da competição e ultrapassando Pelé na lista geral de goleadores dos Mundiais.

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Na virada brasileira sobre o Japão, Casimiro marcou o gol do empate

A marca reforça o protagonismo que os grandes atacantes têm assumido nesta fase do torneio. Assim como Haaland foi decisivo para a Noruega, Kane assumiu a responsabilidade pela Inglaterra em um momento de enorme pressão, mostrando que o talento individual tem feito diferença em confrontos cada vez mais equilibrados.

Próxima etapa

Enquanto o chaveamento segue sendo definido, a seleção brasileira retomou os treinamentos em Nova Jersey para o confronto contra a Noruega, marcado para o próximo domingo (5). A comissão técnica de Carlo Ancelotti acompanha a recuperação de Raphinha, que evolui fisicamente, enquanto Lucas Paquetá dificilmente terá condições de atuar após sofrer uma lesão muscular na coxa esquerda.

Nesse cenário, a repetição dos placares e o desempenho das equipes deixam uma impressão cada vez mais clara: a partir desta fase, o favoritismo continua existindo, mas já não garante tranquilidade. Em uma Copa marcada pelo equilíbrio, um lance, uma defesa ou um gol de seus principais craques pode ser suficiente para definir quem continua sonhando com o título e quem volta para casa.

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