Defesa aérea

Estados Unidos investem R$ 1,8 bilhão em segurança antidrones para a Copa do Mundo de 2026

Por Julia Fernandes Fraga - Em 06/06/2026 às 5:41 PM

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Torneio acontece neste ano com sede na América do Norte: EUA, Canadá e México. Foto: Reprodução/Instagram

A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho em Estados Unidos, Canadá e México, o governo americano prepara uma ampla operação de segurança aérea. O país investirá cerca de US$ 365 milhões (R$ 1,8 bilhão) em tecnologias de defesa contra drones, em um dos maiores esquemas de proteção já montados para um evento esportivo.

Com 104 partidas distribuídas pelos três países-sede, o Mundial servirá como teste para sistemas desenvolvidos por empresas especializadas em segurança antidrones, como Fortem Technologies e Ondas Holdings. Entre os locais monitorados estão arenas como o MetLife Stadium e o AT&T Stadium.

Nova fronteira da segurança

Os sistemas são capazes de detectar, rastrear e até assumir o controle de drones considerados ameaçadores. Algumas soluções utilizam aeronaves interceptadoras equipadas com redes para capturar os equipamentos em pleno voo; outras identificam a comunicação entre o drone e seu operador para conduzi-lo a uma área segura.

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), o avanço do uso de drones em conflitos recentes elevou o tema ao centro das estratégias de proteção de grandes eventos e de infraestruturas críticas.

Legado além do Mundial

Do total investido, US$ 250 milhões serão destinados pela FEMA aos estados que receberão partidas, enquanto outros US$ 115 milhões financiarão tecnologias de proteção nos locais dos jogos.

Além da Copa do Mundo 2026, as soluções testadas durante o torneio poderão servir de modelo para futuros eventos de grande porte, incluindo os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, reforçando uma tendência global de investimento em tecnologia de defesa, monitoramento aéreo e proteção de multidões.

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