ACELERAR PROCESSOS
FIEC inaugura laboratórios que ampliam competitividade da indústria alimentícia
Por Marcelo Cabral - Em 05/08/2026 às 6:09 PM
A indústria cearense deu um passo relevante rumo ao fortalecimento de sua infraestrutura tecnológica. A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do Senai Ceará, inaugurou nesta quarta-feira (5), em Maracanaú, a nova estrutura de Laboratórios de Alimentos e Bebidas do Centro de Serviços Industriais (CSI) Prof. Ariosto Holanda. Com investimentos superiores a R$ 6 milhões, o complexo permitirá que empresas realizem, no próprio Estado, análises antes concentradas nas regiões Sul e Sudeste, reduzindo custos, acelerando processos e ampliando a competitividade do setor.

Ricardo Cavalcante e Fernando Gurgel descerram a placa inaugural Fotos: José Sobrinho/FIEC
O novo espaço reúne quatro laboratórios integrados dedicados à pesquisa, desenvolvimento e controle de qualidade de alimentos e bebidas. A estrutura contempla as áreas de Pesquisa e Desenvolvimento de Alimentos, Microbiologia, Físico-química e Qualidade do Leite, oferecendo suporte desde a criação de novos produtos até ensaios exigidos pelos órgãos reguladores.
Projetado para atender aos padrões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o complexo também foi preparado para futura integração à Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL), fortalecendo especialmente a cadeia de laticínios no Ceará.
Mudança estrutural no Ceará

Ricardo Cavalcante destacou o acesso à indústria e produtores rurais
O presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, destacou que o investimento representa uma mudança estrutural para a indústria e para os produtores cearenses. “Estamos entregando uma estrutura que atende não apenas a indústria, mas também os produtores rurais. Nosso objetivo é elevar a qualidade dos produtos, aumentar a competitividade e permitir que empresas de todos os portes tenham acesso, aqui mesmo no Ceará, a serviços que antes precisavam buscar em outros estados“.
O impacto é particularmente relevante para o setor leiteiro. Até então, diversas análises laboratoriais precisavam ser enviadas para laboratórios das regiões Sul e Sudeste para atender às exigências regulatórias. Com a nova estrutura, o Estado ganha autonomia técnica, reduzindo tempo, custos logísticos e aumentando a eficiência operacional das empresas.
O diretor regional do Senai Ceará e superintendente do Sesi Ceará, Paulo André Holanda, ressaltou que a expansão do centro acompanha a evolução dos serviços tecnológicos oferecidos pela instituição. “Este Centro de Serviços Industriais tornou-se uma referência para o Brasil. Evoluímos de aproximadamente R$ 6 milhões em serviços tecnológicos, em 2021, para R$ 38 milhões em 2025, resultado que demonstra a capacidade do Senai Ceará de entregar inovação e soluções cada vez mais competitivas para a indústria”.
Movimentação expressiva no País
A inauguração ocorre em um momento de expansão do setor de alimentos e bebidas, responsável por R$ 1,39 trilhão em movimentação econômica no Brasil em 2025, o equivalente a cerca de 11% do PIB nacional. No Ceará, o segmento movimentou R$ 19,6 bilhões, reúne aproximadamente 1,5 mil empresas e gera mais de 52 mil empregos formais, consolidando-se como o segundo maior parque industrial do Estado.

Laboratórios contam com estrutura que antes só era encontrada nas regiões Sul e Sudeste do Brasil
Como reconhecimento à atuação em defesa do setor lácteo, o Laboratório de Qualidade do Leite recebeu o nome de José Antunes Fonseca da Mota, presidente do Sindlacticínios-CE. Durante a cerimônia, o empresário destacou que a estrutura atende a uma antiga demanda da cadeia produtiva. “Agora teremos acesso, no próprio Ceará, a serviços essenciais para a indústria de laticínios, com mais agilidade, economia e qualidade. É uma conquista que beneficia toda a cadeia produtiva”, disse
Mais do que ampliar a capacidade analítica do Estado, o novo complexo laboratorial posiciona o Ceará em um patamar mais competitivo para o desenvolvimento de alimentos, inovação industrial e acesso a mercados nacionais e internacionais. Além de garantir acesso rápido e a custos reduzidos, para empresas e produtores rurais cearenses.
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