Mobilidade

Inmetro avalia novas regras para baterias e recarga de veículos elétricos no Brasil

Por REDAÇÃO - Em 08/05/2026 às 9:48 AM

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Expansão da eletromobilidade acelera debates sobre segurança e padronização no mercado brasileiro — Foto: divulgação

O crescimento acelerado da eletromobilidade no Brasil levou o Inmetro a iniciar estudos para possíveis novas regras voltadas à segurança de baterias e sistemas de recarga de veículos elétricos. O órgão federal conduz um grupo de trabalho dedicado à elaboração de análises técnicas que poderão resultar em futuras regulamentações para o setor.

As discussões envolvem dois segmentos em expansão no País: as baterias de reposição para bicicletas elétricas, patinetes e equipamentos de mobilidade individual, além dos sistemas de abastecimento para carros elétricos, conhecidos como SAVE.

Segundo o Inmetro, os estudos começaram em março de 2025 e seguem previstos nas agendas regulatórias de 2026 e 2027. A expectativa é concluir as análises até dezembro do próximo ano.

O avanço do mercado ajuda a explicar a movimentação. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que o segmento de bicicletas elétricas, patinetes e similares alcançou quase 339 mil unidades comercializadas em 2025, crescimento de cerca de 238% em comparação com 2023.

Já a infraestrutura de recarga também avança em ritmo acelerado. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil saiu de cerca de 500 eletropostos em 2021 para uma expansão acumulada de 1.584% nos pontos de recarga em 2026.

Para o chefe da Divisão de Regulamentação e Qualidade Regulatória do Inmetro, Hercules Souza, o avanço do setor exige atenção especial à segurança dos produtos disponíveis no mercado.

“Estamos acompanhando um crescimento acelerado desse mercado, o que demanda estudos consistentes para avaliar riscos e identificar lacunas regulatórias, tendo como foco o atendimento aos requisitos mínimos de segurança para os produtos disponíveis ao consumidor no mercado brasileiro”, afirmou.

O grupo de trabalho reúne representantes da indústria, entidades de defesa do consumidor, laboratórios acreditados e organismos certificadores. O objetivo é reunir evidências técnicas e avaliar os impactos de uma eventual regulamentação sobre fabricantes, importadores e consumidores.

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