LEVANTAMENTO DO BNB
PIB agropecuário do Nordeste supera os R$ 135 bilhões impulsionado por crédito
Por Marcelo Cabral - Em 03/07/2026 às 6:24 PM
O Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário do Nordeste atingiu R$ 135,6 bilhões em 2025, crescimento de 6,5% em relação ao ano anterior, segundo levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisa do Banco do Nordeste (BNB). O desempenho consolida o agro como um dos principais motores da economia regional.

Fruticultura é um dos vetores de expansão do agro na Região Nordeste Foto: Tibico Brasil/BNB
Quando ampliado para a área de atuação do banco – que inclui os nove estados nordestinos e partes de Minas Gerais e Espírito Santo – o PIB agropecuário chega a R$ 149,2 bilhões, segundo o mesmo levantamento, que combina dados do IBGE com estimativas econômicas setoriais. E gera forte impacto direto sobre cadeias produtivas que vão da agricultura e pecuária até o consumo final.
O crescimento foi puxado principalmente por culturas como soja e milho, além da pecuária bovina e avicultura. Segmentos específicos, como fruticultura irrigada e cana-de-açúcar, também contribuíram para o avanço, reforçando a diversificação produtiva do agro regional.
Oferta de crédito
No campo financeiro, o Banco do Nordeste destinou R$ 34,8 bilhões em crédito para atividades agropecuárias em 2025, abrangendo agricultura, pecuária, agroindústria e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
A expansão do financiamento acompanha o ritmo de crescimento do setor. Segundo o gerente do Etene, Allisson Martins, o volume de crédito segue em trajetória ascendente, com alta superior a 15% entre 2024 e 2025, com mais de R$ 13 bilhões aplicados apenas nos primeiros meses de 2026.
Em sua avaliação, o agro segue como um dos pilares centrais da economia da região, com o crédito desempenhando papel decisivo na sustentação da expansão produtiva. O resultado evidencia uma dinâmica estrutural: o crescimento do agro nordestino não ocorre de forma isolada, mas como consequência direta da combinação entre produtividade, diversificação de cadeias e ampliação de instrumentos financeiros de apoio.
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