Pós-Pandemia

Christmas time

Por Ana Cristina Cavalcante - Em 19 de novembro de 2021

Um novo jeito: o feminino!

 

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Crédito: Fernanda Pacobahyba/Ascom Sefaz

Durante a pandemia várias estratégias, algumas bem inovadoras, serviram de tábua de salvação para manter negócios ou criar novos. E do universo de pessoas que fizeram diferente para garantirem suas existências, grande parte  é de mulheres. Por que falar nisso hoje? Estamos no Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino. Nós lutamos, diariamente, por cada palmo de espaço no qual avançamos. Somos artistas, empresárias e trabalhadoras em nossas casas e nas de outras pessoas, no segmento de eventos, profissionais de TI, cientistas, comandantes de aeronaves militares e civis, confeiteiras, chefs, governadoras, prefeitas e parlamentares, secretárias de governos, CEOs de grandes companhias, pintoras, gênias, mestres de obras… e até jornalistas, como esta que escreve essas traçadas linhas. Muitas de nós somos as empreendedoras de um Brasil que beirou a bacia das almas com uma economia à deriva. A iniciativa das mulheres foi a âncora real, o fundamento econômico que sustentou a nação-continente brasileira, que não foi à bancarrota pelo esforço dos brasileiros e, principalmente, das brasileiras. No Ceará, 38% de todas e todos os empreendedores são mulheres. Proporcionalmente, é o segundo maior contingente do Brasil. Ficamos atrás apenas de Sergipe. Estamos à frente do Rio de Janeiro. A pandemia mostrou nossa resiliência, nossa força, nossa capacidade e nosso talento. Capabilities? Temos todas. Inovação? Conhecemos e lidamos diariamente com ela. Técnicas? Detemos. Ousadia?  Ah… sobra. Ambição? O céu é o limite. No caso de não haver céu, ultrapassamos as camadas em torno da Terra e chegamos à Via Láctea. São tantas mulheres incríveis para citar hoje. Vamos contar suas histórias sempre, por aqui. Não por sexismo. Por desempenho e sucesso naquilo que fazem. Hoje, dedico a abertura da In Express a Fernanda Pacobahyba. Uma funcionária de carreira que atingiu o topo como secretária da Fazenda do Governo do Ceará. Mulher, jovem, dinâmica, mãe, esposa que realiza um trabalho de excelência ao conduzir as contas do Estado. Estudiosa, culta, humana, competente, talentosa… E em constante movimento. Porque, como todas nós sabemos, nunca se sabe o suficiente e sempre há muito a aprender. E empreender.

 

So this is Christmas…

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Crédito: Divulgação

É… Como a cada ciclo, o Natal chegou mais cedo. Por que num segundo ano de pandemia e reinício de retomada da economia seria diferente? A data é a mais importante, de longe, para o varejo. Os presentes de amigos secretos ou não, os que Papai Noel deixa debaixo da cama (as nossas “chaminés”), as trocas em confraternizações da firma e de grupo de amigos, as lembrancinhas ou a renovada no guarda-roupa… Tudo isso se reverte em movimentos de expansão no comércio. Claro, é o momento mais esperado para empresários e trabalhadores desse segmento, que está entre as nossas mais arraigadas vocações econômicas. A expectativa para 2021 é de uma injeção de R$ 68,4 bilhões no mercado brasileiro com as vendas natalinas. A cifra é apontada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em parceria com a Offer Wise Pesquisa.

 

Este ano tem festa?

O comércio já é o grande beneficiário da “volta ao normal”, mesmo que essa normalidade seja um pouco diferente do quê tínhamos antes. Ontem, falamos aqui sobre as grandes redes se preparando para entregas mais rápidas no e-commerce. Já o varejo tradicional, seguirá a cartilha de apelo a la Santa Claus, com o retorno das festas familiares ou corporativas. E, é bom lembrar, que essa retomada só está acontecendo pelo avanço rápido da vacinação contra a Covid-19. A estimativa da chegada deste volume de dinheiro à atividade leva em conta universo de 123,7 milhões de consumidores voltando às compras neste Natal. Já entre aqueles que não pretendem comprar nada nas festas de fim de ano, a principal justificativa, apontada por 26% dos entrevistados, é a falta de dinheiro. Outros 19% dizem que não costumam presentear no Natal e 16% estão desempregados. No Ceará, o presidente da CDL, Assis Cavalcante, vai estimular as vendas com uma estratégia de premiação dos consumidores. A principal programação do comércio de rua na capital cearense, o Natal de Prêmios, terá nada menos que o sorteio de uma casa!

 

Black Friday

 

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Crédito: Divulgação

Chegou a temporada mais esperada dos novos consumidores. A Black Friday. Mas a  online. Evento de compras tradicionalíssimo da cultura norte-americana – aliás, como tudo no Natal. Com o passar dos últimos três ou quatro anos anos, as multidões madrugando em frente às lojas vem sendo substituída por pessoas comprando pelos seus smartphones, noite adentro e no conforto de seu home sweet home. Mesmo que a lenda urbana (?) nos alerte para não cair no conto do “tudo pela metade do dobro”, a Black Friday movimenta bilhões em compras ao redor do mundo todos os anos. O carimbo de pós-Ação de Graças não impediu a data de  ganhar expressividade globalmente. Em função do argumento de que oferece benefícios a varejistas e compradores. Uma relação ganha-ganha, apontam os especialistas. Tirem suas próprias conclusões. De qualquer forma, as promoções existem mesmo e a Sexta-Feira Preta (coincidentemente apropriada para a o Mês da Consciência Negra) é daqui a uma semana. Preparem os cartões de crédito. Muito justo também  destacar  o trabalho nos bastidores, que envolve extensas pesquisas de mercado, planejamentos que duram um ano inteiro e amplos investimentos. Para Helisson Lemos, Chief Innovation Officer na Via Varejo, “falar de Black Friday é também acompanhar as mudanças de comportamento dos nossos clientes e do mercado”. So this is it.

 

Tempo de empatia.

 

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Crédito: Oxfam

Quem não chega ao fim de 2021 com as emoções remexidas, os sentimentos de ponta-cabeça e certa sensibilidade com ciscos que, do nada, caem nos nossos olhos? Se não tem nenhum destes sintomas, veio de outro planeta. Terráqueos ainda experimentam as sequelas físicas e emocionais de um ano intenso e de muitas reflexões. A principal delas, na seara coletiva, é a desigualdade. Segundo a Oxfam, organização global atenta a esta questão, 2021 foi marcado por muito sofrimento, principalmente se falarmos da parcela mais pobre da população, que ficou ainda mais vulnerável e sentiu os efeitos mais severos da pandemia de Covid-19. Dados evidenciaram as diversas desigualdades e os impactos que afetam toda a sociedade brasileira. Muitos fizeram como a Oxfam  e levaram comida a quem tem fome. Como a Central Única das Favelas, a Cufa Global, hoje presidida por um cearense, o Preto Zezé. A Oxfam nos propõe refletir sobre as desigualdades e injustiças que persistem. E para isso, convidou 12 artistas visuais diversos – há homens e mulheres, héteros e LGBTQIA+, negros e brancos, indígenas e imigrantes. O objetivo: ampliar olhares e percepções em relação às principais questões que afligem a sociedade, principalmente em meio à pandemia. O resultado prático da experiência é um calendário com o trabalho destes artistas que pode ser trocado por uma doação.  Quer contribuir? O site: www.oxfam.org.br

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