Amazon já chegou

Web Services no Ceará

Por Ana Cristina Cavalcante - Em 18 de novembro de 2021

Ceará atrai gigantes internacionais da web

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A Amazon, de Jeff Bezos, montou um Centro de Distribuição no Ceará. A sinalização já havia sido dada pelo governador Camilo Santana e a AWS (Amazon Web Services) já tem conexões tanto com o governo estadual com com a Prefeitura de Fortaleza. A gigante americana de comércio eletrônico, abriu três centros de distribuição no Brasil em dois meses (setembro e outubro).  Um deles em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo bastidores que circulam entre observadores mais atentos deste segmento, o investimento em logística quer atender à pressa dos novos consumidores de produtos online. Esse público mudou. Melhor dizer: nós mudamos. A compra online é uma realidade consolidada. Muito por causa da pandemia, claro! Mas aconteceria – e vinha acontecendo –  de qualquer maneira. Queremos receber as compras no mesmo dia. Hoje, a Amazon promete entregas entre um e três dias. Atraso é uma das principais reclamações de consumidores contra a empresa. Por isso, toda esta operação logística. O centro de distribuição mais recente é o cearense, inaugurado no fim de outubro. É o 12º centro da Amazon no país. No início do mesmo mês, a empresa abriu um centro em Cabo de Santo Agostinho (PE). Os dois centros logísticos ampliam a aposta da empresa no Nordeste.

 

Magalu e Americanas já puxam o bonde

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Crédito: Luiza Trajano/Divulgação

 

Não é só a Amazon que já atentou para as entregas rápidas e a implantação de centros de distribuição mais perto de seus clientes e potenciais consumidores. A Magalu também. Ainda mais que um fato concreto explica isso: a Amazon fica atrás de concorrentes no Brasil com relação à logística. O Magazine Luiza, da megaempresária Luiza Trajano, tem 185 centros de distribuição e pequenos pontos de estoque pelo Brasil com 2 milhões de metros quadrados. A Americanas tem planos de chegar a 28 centros até o final do ano. “O mercado brasileiro de comércio eletrônico mudou muito nos últimos dois, três anos. Primeiro pelo crescimento acelerado na pandemia, mas principalmente porque o consumidor mudou, passou a ter consciência de produtos, marcas e canais disponíveis”, diz Marcos Gouvêa de Souza, especialista em varejo e diretor-geral e fundador da consultoria GS&Gouvêa de Souza.

 

A indústria do futebol

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Se você pensa que o futebol é apenas um grupo de 22 pessoas em um campo enorme correndo atrás de uma bola, capaz de fazer milhões de indivíduos sentarem diante de TVs ou streamings para assisti-las, consumirem produtos licenciados, pagarem ingressos, transformarem clubes em empresas e movimentarem trilhões de euros (sim, a moeda do futebol é o euro e, logo logo será o yuan/RMB), você está completamente…. Certo! Não pense na experiência brasileira como referência. Muitas tentativas de transformar o clube do coração em empresa já foram feitas. Ainda não funcionou. O Palmeiras dos anos 1990, chegou perto. Quase virou Parmalat. Mas há um fato inquestionável nesse nicho de mercado. Seja na mais rentável e bem gerida Premier League inglesa, ou na terceira divisão brasileira, o futebol é, sim, business. Uma indústria. E um ambiente de negócios que pode gerar riqueza. Imaginem o cenário: o futebol praticado em Areninhas, campinhos de várzea, com meninos descalços e bola improvisada, de um lado, e uma estrutura para prepará-los e torná-los profissionais com renda e “plano de carreira”? Um exercício de imaginação que pode virar política publica e também privada.

 

Sociedade Anônima

O diretor da Technique Marketing Esportivo, Evandro Ferreira Gomes, vê uma luz no fim desse túnel promissor a partir de uma evolução na legislação ao longo dos anos. Até chegarmos à Lei da Sociedade Anônima do Futebol, criada pela Lei 14.193. Gomes explica que a SAF traz avanços  por propor uma melhor estrutura societária para os clubes que queiram deixar de ser associação. Ou até mesmo optando por criar uma empresa à parte para tratar do futebol, mantendo a tradição tão forte da instituição clube. “O futuro dirá como o mercado do futebol se comportará diante da boa nova [a SAF]. Uma coisa segue certa: empresas convencionais continuarão pagando uma carga tributária muito superior em relação ao mundo da bola. O futebol segue com seus benefícios, mas já há um avanço. Resta saber se os cartolas ou diretores de vanguarda continuarão navegando na zona de conforto do mar da mediocridade”, avalia. Este será um dos temas do FUTFORUM 2022, que acontece em março. Mas este é tema para outro dia.

 

Mercado da quinta

Se você acha que só porque hoje é pré-sexta  o mercado vai estar calminho e a política não vai movimentar a B3, eis o seu choque de realidade do dia: mais incertezas em sobre o futuro fiscal do país, com a PEC dos Precatórios podendo ser alterada e retornar à Câmara dos Deputados afetaram humores do mercado. Mas o grande  problema da quinta-feira é o mercado externo. Estados Unidos: o dia é dados sobre os pedidos de seguro-desemprego e abundância de apresentações de membros do Federal Reserve, o Banco Central Americano. Um leilão de títulos do Tesouro americano indexados à inflação deve apontar sobre as perspectivas para as os juros do Tio Sam. China: vai recorrer à recapitalização. Isso representa um maior progresso na estabilização do veículo que detém grande parte das dívidas mais tóxicas da segunda economia do planeta.

 

Pragmatismo à chinesa não é diferente

Crédito: Bolsa de Xangai

Pragmaticamente – como sempre ocorre em qualquer economia – a China Huarong Asset Management,  investidor especialista em dívidas inadimplentes, será recapitalizado com uma injeção de até US$ 6,6 bilhões de um pool de instituições financeiras apoiadas pelo estado. Isso diluirá a participação direta do Ministério das Finanças para menos de 50%. Também venderá sua participação de 40,53% no Huarong Xiangjiang Bank e uma participação de 80% na Huarong Financial Leasing. Pronto! Tudo certo até a próxima bolha ameaçar estourar. O que pode ser amanhã. Quem sabe?

 

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