BOLSA DE VALORES

Aversão ao risco e pressões inflacionárias derrubam Ibovespa, com queda de 2,81%

Por Marcelo - Em 5 de maio de 2022

As pressões inflacionárias internacionais e a aversão ao risco por parte dos investidores, aliado à alta de juros promovida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), derrubaram o principal índice da B3 nesta quinta-feira (5). O Ibovespa despencou 2,81% e encerrou o pregão do dia aos 105.304 pontos.

Brasil, Bolsa, Balcão teve um dia de queda generalizada nas ações                    Foto: Divulgação

O volume negociado ficou na casa dos R$ 24,12 bilhões e o desempenho negativo da B3 acabou praticamente anulando todos os ganhos que a bolsa brasileira havia acumulado nos primeiros meses deste ano. Outro motivo que levou ao baixo desempenho da maior parte das bolsas mundiais foi o conflito na Ucrânia.

A grande maioria das ações negociadas na Brasil, Bolsa, Balcão tiveram quedas acentuadas, como as de tecnologia, varejo eletrônico e bancos digitais. O mesmo ocorreu com os papéis de construtoras e empresas de shopping centers. A exceção ficou por conta de empresas do setor siderúrgico, como as da Gerdau.

Nos Estados Unidos, mesmo com o presidente do Fed, Jerome Powell tendo afirmado que não vai registrar nova alta de juros, os mercados também reagiram mal nesta quinta-feira. Tanto que em Nova York o índice Dow Jones registrou queda de 3,56%. Já o S&P 500 caiu 3,12% e o Nasdaq retraiu 4,99%.

Câmbio

Já o mercado de câmbio seguiu em sentido inverso e o dólar registrou uma valorização de 2,38% frente ao real, encerrando esta quinta vendido a R$ 5,016. Apesar disso, na máxima do dia chegou a ser comercializado por R$ 5,057 e depois arrefeceu a tendência de alta próximo do fim do pregão.

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