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Bank of America aponta o Brasil como “um ativo quase livre de risco”

Por REDAÇÃO - Em 16/04/2026 às 1:36 PM

Bank Of America

Relatório do Bank of America destaca Brasil entre os mercados emergentes mais atrativos — Foto: divulgação

Um relatório do Bank of America (BofA) reacendeu o interesse internacional pelo Brasil ao destacar o país como um dos principais destinos entre os mercados emergentes, impulsionado pela força do real e pelo desempenho dos ativos locais. Intitulado “Brazil: the new gold?”, o estudo foi publicado na última terça-feira (14) e assinado pelos analistas David Beker e Natacha Perez. O documento, distribuído a investidores globais, aponta o Brasil como uma alternativa relevante em meio ao cenário de incertezas internacionais.

Na análise, o banco destaca oportunidades táticas em renda fixa, especialmente em títulos atrelados à inflação. “As taxas locais, tanto nominais quanto reais, apresentam uma grande assimetria”, escreveram os analistas, ao mesmo tempo em que elevaram a projeção do IPCA para cerca de 5%, indicando que os riscos inflacionários seguem no radar.

O movimento ganha força após a emissão de 5 bilhões de euros em títulos no mercado europeu, operação que marcou o retorno do Brasil à região após uma década e registrou forte demanda, sinalizando confiança dos investidores no longo prazo da economia.

O relatório também aponta que a combinação de valorização das ações e da moeda tem levado investidores a tratar o país como um ativo mais resiliente. “O Brasil vem se comportando como um ativo quase livre de risco”, destaca o documento. Ainda segundo o banco, o risco político tem tido menor peso na precificação de curto prazo. “O resultado das eleições não necessariamente geraria uma liquidação dos ativos brasileiros”, afirmaram.

Apesar do cenário positivo, o BofA alerta que o fluxo de capital segue sensível ao ambiente externo. “Uma virada no dólar poderia pressionar ainda mais a inflação e limitar cortes de juros”, escreveram os analistas, reforçando que a trajetória da moeda americana e o quadro fiscal brasileiro permanecem como fatores determinantes para os próximos movimentos do mercado.

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