RECURSOS ESQUECIDOS NOS BANCOS

BC só retomará consultas de valores pelo Registrato a partir de 14 de fevereiro

Por Marcelo - Em 27/01/2022 às 8:15 PM

Depois de sair do ar por causa do alto volume de acessos, o sistema que permite consultar valores esquecidos em bancos e instituições financeiras só voltará a funcionar em 14 de fevereiro, informou nesta quinta-feira (27), o Banco Central. Os pedidos de transferência dos valores só poderão ser agendados a partir de 7 de março.

“O BC informa que, a partir de 14/02/2022, o cidadão poderá consultar se têm algum valor a receber. Em caso positivo, será imediatamente informado sobre a data em que poderá solicitar a transferência dos recursos para sua conta. Essas solicitações de transferências poderão ser agendadas a partir de 07/03/2022, na data informada pelo sistema”, destacou o BC em nota oficial.

Equipes do Banco Central trabalha para reativar o sistema Registrato             Foto: Divulgação

A ferramenta do sistema Registrato, que fornece um extrato das relações de clientes com instituições financeiras, entrou em funcionamento na última segunda-feira (24). Por causa da demanda excessiva, no entanto, apresentou instabilidade na noite de segunda e saiu do ar na terça à tarde.

A autoridade monetária diz que está investindo fortemente na ampliação da capacidade de atendimento do Registrato. Nas primeiras horas de funcionamento do sistema, cerca de 79 mil pessoas e empresas conseguiram fazer a consulta e concluir 8,5 mil pedidos de resgate de recursos, que somam R$ 900 mil, informou o Banco Central. De acordo com o BC, a devolução desses valores ocorrerá em até 12 dias úteis, por meio de Pix, para a conta indicada pelo usuário.

Atualmente, existem R$ 8 bilhões esquecidos em instituições financeiras no Brasil, segundo o BC. Desse total, até R$ 3,9 bilhões podem ser resgatados por 28 milhões de pessoas e empresas na fase inicial da ferramenta. Nos próximos meses, o serviço será ampliado para outras modalidades de saque.

Nesta etapa, podem ser devolvidos recursos de contas-correntes ou poupanças encerradas e não sacadas, cobranças indevidas de tarifas ou de obrigações de crédito com termo de compromisso assinado com o BC. Além de cotas de capital e rateio de sobras líquidas de associados de cooperativas de crédito e grupos de consórcio extintos. (Agência Brasil)

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