BANCO CENTRAL
Bilionário de Wall Street e aliado de Trump, Kevin Warsh assume o Fed com fortuna de até US$ 226 milhões
Por Redação - Em 14/05/2026 às 5:44 PM

Aos 56 anos, Warsh já integrou o conselho do Federal Reserve entre 2006 e 2011, período em que participou da resposta à crise financeira global de 2008
Kevin Warsh, confirmado pelo Senado dos Estados Unidos para comandar o Federal Reserve (Fed), chega ao posto como o presidente mais rico já indicado para liderar o banco central americano, com patrimônio estimado entre US$ 170 milhões e US$ 226 milhões. A nomeação, articulada por Donald Trump, coloca no comando da principal autoridade monetária do mundo um nome com forte trânsito em Wall Street, histórico no próprio Fed e ligação direta com uma das famílias bilionárias mais influentes do país.
Aos 56 anos, Warsh já integrou o conselho do Federal Reserve entre 2006 e 2011, período em que participou da resposta à crise financeira global de 2008. Indicado originalmente por George W. Bush, ele foi o governador mais jovem da história da instituição ao assumir o cargo, aos 35 anos. Após deixar o Fed, consolidou carreira no setor privado, incluindo atuação na Duquesne Family Office, do investidor Stanley Druckenmiller, além de cargos em conselhos corporativos e vínculos acadêmicos com Stanford.
Grande parte de sua fortuna vem de investimentos financeiros, participações em fundos e conexões empresariais, além de sua relação com Jane Lauder, herdeira da família Estée Lauder. Documentos financeiros entregues ao Senado mostram participações superiores a US$ 100 milhões em fundos de investimento, além de posições em empresas de tecnologia e inteligência artificial.
Warsh assume em meio a um ambiente de inflação persistente, pressão política por cortes de juros e questionamentos sobre a independência do banco central. Embora tenha afirmado durante sua sabatina que atuará com autonomia, sua proximidade com Trump, crítico frequente da política monetária de Jerome Powell, alimenta dúvidas sobre o grau de influência política sobre o Fed nos próximos anos.
Sua chegada também pode representar uma mudança estratégica importante. Warsh já criticou o tamanho do balanço patrimonial do Fed, o excesso de comunicação da instituição e políticas monetárias expansionistas adotadas nas últimas crises. Analistas avaliam que sua gestão pode buscar uma atuação mais enxuta, com menor intervenção e revisão de práticas consolidadas desde 2008.
Com a confirmação por votação apertada de 54 a 45 no Senado, Warsh inicia mandato em um dos momentos mais sensíveis para a economia americana, combinando peso político, poder financeiro e influência inédita no comando da política monetária global.
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