Mercado de capitais

BNDES vende participações em empresas maduras para ampliar investimentos em inovação e economia verde

Por Redação - Em 23/05/2026 às 11:11 AM

Aloizio Mercadante Foto Agência Brasil

A estratégia foi detalhada pelo presidente da instituição, Aloizio Mercadante, ao comentar recentes movimentos de venda de ativos do banco FOTO: Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está promovendo uma reestruturação de sua carteira de ações, reduzindo participação em empresas já consolidadas para direcionar recursos a setores considerados estratégicos para o futuro da economia brasileira. A estratégia foi detalhada pelo presidente da instituição, Aloizio Mercadante, ao comentar recentes movimentos de venda de ativos do banco.

Segundo Mercadante, o objetivo é utilizar os recursos obtidos com a alienação de participações em companhias maduras para ampliar investimentos em áreas como descarbonização, economia verde, transição energética e inovação tecnológica. A iniciativa faz parte de um processo que ele classificou como uma “reciclagem” da carteira de ações do banco.

O executivo destacou que, desde o início de sua gestão no BNDES, em 2023, a carteira de participações acionárias acumulou ganho de aproximadamente R$ 80 bilhões, considerando tanto a valorização dos ativos quanto o recebimento de dividendos.

O reposicionamento ocorre em meio a operações recentes conduzidas pela BNDESPar, braço de participações do banco. Neste mês, a instituição iniciou a venda de parte de suas ações em empresas como Petrobras e Axia Energia. Também foram realizadas alienações de papéis da Copel ao longo do ano.

Mercadante ressaltou que a Petrobras permanece como uma companhia sólida e destacou a expressiva valorização da estatal nos últimos anos. Ainda assim, argumentou que a venda parcial de participações faz parte da estratégia de liberar capital para financiar projetos alinhados às novas prioridades de desenvolvimento econômico e ambiental do País.

A mudança reforça a atuação do BNDES como agente de financiamento de iniciativas voltadas à transformação produtiva, à sustentabilidade e à modernização da economia brasileira, utilizando os ganhos acumulados em empresas consolidadas para impulsionar setores emergentes.

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