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Brasil ganha espaço como parceiro global no mercado de terras raras

Por Redação - Em 22/06/2026 às 9:01 AM

Mineração, Mineradora, Terras Raras Foto Freepik

Embora detenha cerca de 23% das reservas mundiais, o Brasil ainda responde por menos de 1% da produção global FOTO: Magnific

O Brasil começa a consolidar uma posição estratégica no mercado internacional de terras raras, grupo de minerais considerados essenciais para a fabricação de tecnologias ligadas à transição energética e à indústria de alta tecnologia. Com a segunda maior reserva conhecida desses elementos, o país passa a ser visto por governos e investidores como um potencial fornecedor confiável em um cenário de crescente busca por diversificação da cadeia global de suprimentos.

Embora detenha cerca de 23% das reservas mundiais, o Brasil ainda responde por menos de 1% da produção global. A expectativa do setor, no entanto, é de que esse cenário mude nos próximos anos, impulsionado pelo aumento dos investimentos em mineração, processamento mineral e infraestrutura para atender à demanda de segmentos como veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.

Especialistas avaliam que o país reúne vantagens competitivas importantes, como disponibilidade de recursos minerais, matriz energética diversificada e estabilidade institucional, fatores que fortalecem sua posição em um mercado cada vez mais estratégico para as principais economias do mundo. A percepção internacional também reflete o interesse em reduzir a dependência de poucos fornecedores globais desses insumos críticos.

Além das terras raras, minerais como lítio, grafite, cobre e níquel ampliam o protagonismo brasileiro na agenda da transição energética. O avanço da produção de lítio no Vale do Jequitinhonha é apontado como exemplo da capacidade do país de transformar potencial geológico em negócios de maior valor agregado.

Para analistas, o desafio agora será converter a riqueza mineral em uma cadeia produtiva mais robusta, com investimentos em tecnologia, beneficiamento industrial e desenvolvimento de fornecedores locais. Se conseguir avançar nessa direção, o Brasil poderá deixar de ser apenas um detentor de grandes reservas para assumir um papel relevante na segurança das cadeias globais de minerais críticos, ampliando sua influência econômica em um dos mercados mais estratégicos da próxima década.

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