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BTG e C6 entram em mercado de R$ 150 bilhões e ampliam disputa por benefícios corporativos
Por Redação - Em 20/08/2026 às 1:35 PM

O BTG apresentou o Cartão BTG Benefícios, solução que concentra vale-alimentação e vale-refeição em um único cartão com bandeira Mastercard
O mercado brasileiro de vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR), que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano, ganhou dois concorrentes de peso. BTG Pactual e C6 Bank anunciaram nesta semana planos para entrar no segmento, aproveitando um ambiente de mudanças regulatórias que reduziu barreiras e abriu espaço para uma nova rodada de competição.
A movimentação coloca os bancos frente a frente com empresas tradicionais do setor e fintechs que avançaram nos últimos anos sobre os benefícios corporativos. Mais do que disputar o volume movimentado pelos cartões, as instituições enxergam o produto como uma forma de aprofundar o relacionamento com empresas e alcançar também seus funcionários.
O BTG apresentou o Cartão BTG Benefícios, solução que concentra vale-alimentação e vale-refeição em um único cartão com bandeira Mastercard. O produto contará com pagamento por aproximação e permitirá ao usuário consultar o saldo pelo aplicativo BTG Banking.
A instituição abriu uma lista de espera para empresas interessadas, mas ainda não informou quando começará efetivamente a emitir os cartões. A solução também prevê ferramentas digitais para a administração dos benefícios, reforçando a estratégia do banco de ampliar o portfólio destinado ao público corporativo.
A entrada nesse segmento cria uma nova conexão dentro do ecossistema do BTG. Ao fornecer benefícios para companhias, o banco amplia o relacionamento empresarial e, ao mesmo tempo, passa a ter contato recorrente com os trabalhadores dessas organizações.
C6 prepara operação própria
O C6 Bank também decidiu avançar nesse mercado. O CEO e fundador da instituição, Marcelo Kalim, afirmou à Bloomberg Línea que o banco digital pretende começar a emitir benefícios no segundo semestre de 2026, inicialmente por meio de uma operação própria e sem parceiro.
A iniciativa adiciona uma nova frente ao portfólio empresarial do C6, que já reúne conta PJ, cartões, soluções de pagamento, crédito, investimentos, câmbio e serviços para médias e grandes empresas.
Novas regras redesenham competição
A chegada de BTG e C6 ocorre em um momento de transformação do setor. Mudanças nas regras do mercado de alimentação do trabalhador vêm reduzindo barreiras e alterando a dinâmica competitiva de um segmento historicamente concentrado em grandes operadoras.
Nesse cenário, bancos encontram espaço para usar suas próprias estruturas de pagamentos, aplicativos e relacionamento corporativo para disputar uma indústria de R$ 150 bilhões anuais.
A ofensiva também eleva a pressão sobre companhias tradicionais e fintechs que já vinham modernizando esse mercado. Com bancos de grande escala entrando na disputa, os benefícios deixam de funcionar apenas como um produto de recursos humanos e ganham importância estratégica como porta de entrada para uma relação financeira mais ampla com empresas e seus funcionários.
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