FIEC SUMMIT 2022

Ceará pode ser o grande celeiro mundial na produção de energias limpas e H2V

Por Marcelo - Em 3 de agosto de 2022

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) recebeu nesta quarta-feira (3), no auditório Waldyr Diogo, um seleto grupo de autoridades, empresários e especialistas técnicos de mais de 20 países para a abertura oficial do FIEC Summit 2022 – Hidrogênio Verde. Foram debatidos os temas da sustentabilidade e da transição energética de uma matriz poluente para uma estrutura 100% renovável. E todos acreditam que o Ceará poderá ser o grande celeiro mundial para a produção de energias renováveis e H2V.

Centenas de pessoas acompanharam a abertura e os debates do FIEC Summit 2022 na Casa da Indústria               Foto: Portal IN

Diante de uma plateia de 600 pessoas, num total de mais de 2.000 inscritos para o evento híbrido, participaram da mesa: o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante; o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite; a governadora Izolda Cela; o prefeito de Fortaleza, José Sarto; o reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Cândido Albuquerque e o presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S.A), Danilo Serpa.

“A FIEC e a Confederação Nacional da Indústria, desde cedo, têm protagonizado ações efetivas em favor da produção do Hidrogênio Verde no Brasil e no mundo. São inúmeras as contribuições que temos dado, tanto na disseminação de conhecimento sobre essa nova fronteira energética, quanto no apoio logístico e estratégico às iniciativas públicas e privadas voltadas para a atração de novos investimentos na área. Aqui no Ceará, desenvolvemos um modelo de parceria que envolve simultaneamente a Federação das Indústrias, o Governo do Estado, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, e a Universidade Federal, com foco na concretização de um Hub de Hidrogênio Verde em nosso Estado. Esse modelo tem servido de exemplo para todo o país”, disse Ricardo Cavalcante.

Joaquim Leite, Izolda Cela, Ricardo Cavalcante e José Sarto antes do evento na FIEC

O Nordeste e, em especial, o Ceará, têm grande potencial de produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis como, por exemplo, solar e eólica. Segundo o ministro Joaquim Leite, as condições climáticas da região têm propiciado a viabilização de políticas públicas voltadas para o aquecimento do setor energético. “Estamos criando uma plataforma de gestão de áreas offshore para geração de energia. Isso significa mais agilidade nesse processo. Hoje, temos no Ibama 66 projetos, vários deles, aqui no Ceará. Nós temos um potencial solicitado no Ibama para geração de eólica offshore de 169 GW. Só para que tenhamos ideia do que esse número representa, o Brasil produz de todas as fontes 180. É uma oportunidade gigantesca. E os estudos do Banco Mundial e do próprio Ministério do Meio Ambiente falam em 700 GW. São 50 usinas de Itaipu no mar, e o Nordeste será grande produtor de energia limpa para o mundo”, destacou.

A abertura do FIEC Summit 2022 também foi marcada pela convergência das ideias entre as autoridades e, um ponto destacado entre todos foi o desafio de, a partir de agora, o Estado iniciar a transformação da matriz energética atualmente poluente para a de status considerada ideal, por ser renovável. Nesse sentido, o reitor da UFC, disse que o papel dos trabalhos acadêmicos vai ser imprescindível. “O Ceará tem pesquisadores à altura. O Hidrogênio Verde não é novidade para nenhuma das nossas universidades. Produzir em escala também não é algo que esteja fora do nosso alcance. É lógico, não é uma tarefa fácil. Mas por ser difícil é que nós, cearenses, vamos fazer. São os nossos pesquisadores, ao lado dos nossos industriais, que farão essa transformação. Nós transformaremos, sim, o Ceará na maior referência mundial na substituição da matriz energética” afirmou Cândido Albuquerque.

Homenagem

A cerimônia também foi marcada pela entrega do Troféu FIEC Summit 2022 Hidrogênio Verde para a consultora internacional da FIEC, Monica Saraiva Panik. Formada em Comunicação Social pela Fundação Armando Álvares Penteado e com Business MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, Monica dedicou 18 anos de atuação à indústria automotiva do Brasil e 11 anos em empresas líderes mundiais das tecnologias de hidrogênio e célula a combustível na Alemanha.

Monica deixou a solenidade na crença que o H2V será um marco para a economia do Estado. “Vocês podem acreditar e até anotar: O Ceará e a região Nordeste do Brasil vão ser uma das regiões mais ricas do mundo”, disse sob aplausos. E continuou: “Isso porque o Hidrogênio Verde tem a capacidade de gerar empregos, inovação e capacitação profissional. Eu acredito que o Hidrogênio Verde seja uma bandeira que ajuda a resolver problemas endêmicos como a pobreza e a desigualdade social”, concluiu.

Autoridades participam e aplaudem a entrega do Troféu Fiec Summit 2022 à consultora internacional da FIEC, Monica Panik

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