MERCADO FINANCEIRO

Copa do Mundo coloca ações de turismo, tecnologia e bebidas no radar de Wall Street

Por Redação - Em 15/06/2026 às 12:01 AM

Troféu Da Copa Do Mundo 2026

Com uma edição recorde, que reúne 48 seleções e 104 partidas, a Copa de 2026 amplia as possibilidades de negócios para companhias expostas ao turismo, ao consumo e à publicidade

A Copa do Mundo de 2026 movimenta torcedores dentro e fora dos estádios, mas também desperta a atenção dos investidores. Analistas de grandes instituições financeiras internacionais identificaram empresas que podem ampliar receitas durante o torneio graças ao aumento do turismo, do consumo e da audiência global gerados pelo evento.

Segundo avaliações de bancos como o Deutsche Bank e de especialistas da Bloomberg Intelligence, os setores mais beneficiados tendem a ser hotelaria, alimentação, transporte, mídia, tecnologia, vestuário esportivo e bebidas. A expectativa é de que o torneio atraia cerca de 1,2 milhão de visitantes internacionais aos países-sede — Estados Unidos, Canadá e México — impulsionando gastos com hospedagem, mobilidade e entretenimento.

Entre as empresas apontadas como potenciais vencedoras estão redes hoteleiras como Hilton, Marriott e Hyatt, além de plataformas de hospedagem e transporte, como Airbnb, Uber e Lyft. O aumento da circulação de turistas e delegações pode elevar a ocupação dos hotéis e fortalecer a demanda por serviços de mobilidade durante os 39 dias de competição.

As fabricantes de artigos esportivos também aparecem entre as favoritas dos analistas. Nike e Adidas devem se beneficiar da exposição global proporcionada pelo campeonato, da venda de uniformes oficiais e do lançamento de produtos temáticos ligados às seleções participantes. A final da Copa de 2022, por exemplo, foi acompanhada por cerca de 1,5 bilhão de espectadores em todo o mundo, demonstrando o alcance comercial do evento.

No segmento de alimentos e bebidas, empresas com forte presença nos países anfitriões e em mercados apaixonados por futebol também ganham destaque. Entre elas estão Ambev, Coca-Cola Femsa, Femsa, Grupo Bimbo, Gruma e Arca Continental, que podem registrar aumento no consumo durante transmissões, eventos promocionais e encontros de torcedores.

Apesar das oportunidades para empresas específicas, os economistas avaliam que o impacto macroeconômico da Copa sobre a economia dos Estados Unidos tende a ser limitado. A projeção é de uma contribuição temporária equivalente a cerca de 0,05% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, indicando que os maiores ganhos devem ficar concentrados em setores diretamente ligados ao evento.

Com uma edição recorde, que reúne 48 seleções e 104 partidas, a Copa de 2026 amplia as possibilidades de negócios para companhias expostas ao turismo, ao consumo e à publicidade. Para Wall Street, os resultados do torneio podem ser sentidos não apenas dentro de campo, mas também nos balanços corporativos das empresas mais conectadas ao maior evento esportivo do planeta.

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