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Copa do Mundo deve movimentar R$ 61 bilhões no comércio e serviços brasileiros
Por Redação - Em 22/06/2026 às 2:32 PM

Bebidas não alcoólicas lideram a lista de compras, seguidas por petiscos, camisetas temáticas, produtos para churrasco e cervejas FOTO: Magnifique
A Copa do Mundo de 2026 promete impulsionar o consumo no Brasil. Levantamento do SPC Brasil revela que 60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou contratar serviços relacionados ao torneio, o que representa cerca de 99,2 milhões de pessoas. Com gasto médio estimado em R$ 619 por consumidor, a expectativa é de que o evento injete aproximadamente R$ 61 bilhões na economia nacional.
Os gastos devem se concentrar principalmente em itens para reunir familiares e amigos durante os jogos. Bebidas não alcoólicas lideram a lista de compras, seguidas por petiscos, camisetas temáticas, produtos para churrasco e cervejas. A tendência reforça o papel da Copa como um período de forte aquecimento para supermercados, atacarejos e o setor de alimentos e bebidas.
O setor de serviços também deve ser beneficiado. A pesquisa aponta que a maior procura será por aplicativos de entrega de comida e bebida, além de bares, restaurantes, pacotes esportivos de TV por assinatura e plataformas de streaming. A maioria dos consumidores pretende se organizar com antecedência: 44% afirmam que farão as compras pelo menos uma semana antes do início das partidas.
Apesar do avanço do comércio eletrônico, as lojas físicas continuam sendo o principal destino dos brasileiros. Sete em cada dez consumidores pretendem comprar em supermercados, enquanto um terço deve recorrer às lojas de rua. Nos canais digitais, os aplicativos de delivery aparecem como a principal escolha para abastecer os encontros durante a competição.
O levantamento também mostra que o Pix será o meio de pagamento preferido por 57% dos entrevistados e que 90% planejam pagar as despesas à vista. Ainda assim, 27% admitem recorrer ao limite do cartão de crédito ou ao cheque especial para financiar parte dos gastos relacionados ao torneio.
Os dados chamam atenção para o perfil financeiro desse público. Entre os consumidores que pretendem gastar durante a Copa, 61% já possuem contas em atraso e, desse grupo, 70% estão com o nome negativado. Para o coordenador de Soluções do SPC Brasil, João Paulo Travasso Maia, o evento representa uma oportunidade importante para o varejo, mas exige planejamento financeiro por parte dos consumidores para evitar o aumento do endividamento.
A pesquisa identificou ainda que 97% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos acompanhados, principalmente por familiares e amigos, e que 86% escolherão a própria casa como local para acompanhar as partidas. Outro dado relevante é que 74% afirmam dar preferência às marcas patrocinadoras da Seleção Brasileira, embora mais da metade condicione essa escolha aos preços praticados.
O estudo também revela o crescimento do interesse pelas apostas esportivas. Cerca de 41% dos consumidores pretendem apostar durante a Copa, e parte deles enxerga essa prática como alternativa para reorganizar a vida financeira. Entre os apostadores, 74% acreditam que eventuais ganhos podem ajudar a pagar dívidas, enquanto 39% pretendem reinvestir os recursos em novas apostas. Para o SPC Brasil, esse comportamento acende um alerta, já que as apostas não devem ser encaradas como solução para problemas financeiros, mas apenas como uma forma de entretenimento.
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