ajuste fiscal

Estudo do Itaú aponta superávit de 1,3% do PIB em 2028 com cortes e reformas

Por Redação - Em 03/02/2026 às 12:00 PM

Itau Unibanco

As propostas do banco incluem revisão de benefícios sociais, corte de subsídios e revisão de incentivos fiscais que hoje reduzem a arrecadação do governo

O Itaú Unibanco divulgou um estudo nesta semana propondo um conjunto de medidas de ajustes fiscais para o Brasil com foco em reduzir despesas públicas e alterar regras que, segundo a instituição, poderia gerar um superávit primário equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2028. O levantamento faz parte de uma análise mais ampla sobre os desafios orçamentários brasileiros.

No documento, o banco defende ações abrangentes de contenção de gastos e reformas estruturais. Entre as sugestões, estão mudanças na correção do salário mínimo, que passaria a ser ajustado apenas pela inflação, sem ganho real, e uma revisão das regras de aposentadoria, como aumento da idade mínima para 68 anos e a equiparação gradual das condições entre diferentes grupos de trabalhadores.

Outras propostas incluem revisão de benefícios sociais, corte de subsídios e revisão de incentivos fiscais que hoje reduzem a arrecadação do governo. O relatório destaca que cientistas políticos e congressistas terão papel importante em decidir a viabilidade política dessas medidas, dada sua complexidade e impacto social.

O Itaú argumenta que essas transformações são necessárias para ajustar as contas públicas de forma sustentável ao longo dos próximos anos e evitar o aumento contínuo da dívida pública, um dos pontos de preocupação de analistas e investidores no país.

Especialistas, no entanto, alertam que a implementação de medidas com efeitos fiscais desse porte depende de ampla discussão com o Congresso, especialmente por envolver temas sensíveis como previdência e assistência social.

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