BRASIL E EXTERIOR

Granos une arquitetura e expertise para oferecer rochas ornamentais desejadas

Por Marcelo Cabral - Em 07/01/2026 às 12:34 PM

Granos produz peças em rochas naturais que são vendidas no Brasil e exterior                  Fotos: Portal IN

Com DNA industrial e olhar apurado para a arquitetura, a Granos vem consolidando um portfólio orientado por tendências e por uma estratégia clara de agregação de valor aos produtos que comercializa. Afinal, há empresas que se limitam a vender matéria-prima. E há aquelas que constroem reputação, linguagem estética e percepção de valor.

No segmento das rochas naturais, a Granos (Granitos S/A) se posiciona precisamente nesse segundo grupo. A companhia atua como uma indústria que transforma granito, quartzito e mármore em superfícies desejadas por arquitetos, construtoras e especificadores, com presença consistente no mercado brasileiro e projeção cada vez mais sólida no cenário internacional. A empresa é reconhecida por ser a maior das regiões Norte e Nordeste e uma das maiores do Brasil, uma reputação forjada ao longo de mais de 35 anos de atividades como uma empresa familiar e de vanguarda.

A lógica do negócio é objetiva: industrializar, beneficiar e elevar a pedra natural para além da condição de insumo, convertendo-a em chapa, acabamento, regularidade e narrativa. Atualmente, a empresa opera com uma divisão dinâmica de mercado, destinando cerca de 70% de sua produção à exportação e 30% ao mercado interno – proporção que se ajusta conforme os ciclos econômicos e a demanda.

Arquitetura como laboratório de tendências

Poucos setores são tão decisivos para uma marca de rochas quanto o da especificação arquitetônica. Nesse campo, a Granos se ancora em um pilar histórico: o relacionamento contínuo com arquitetos, a presença em feiras e vitrines nacionais e internacionais, como a Revestir e o Salão de Milão. Além da criação de experiências capazes de captar tendências e traduzi-las em portfólio.

David Silveira explica o trabalho da Granos a Pompeu Vasconcelos

O Perla Santana ilustra esse processo de forma emblemática. Desenvolvido e consolidado ao longo de cerca de uma década, com impulso inicial em ambientes da CASACOR, o material tornou-se um verdadeiro ‘campeão’ ao equilibrar uma estética sofisticada – com leitura próxima ao mármore – e alto desempenho técnico. “Na prática, a pedra não ‘nasce pronta’; ela é construída, etapa por etapa”, explica David Silveira, CEO da Granos, ao empresário Pompeu Vasconcelos, CEO do Grupo IN de Comunicação, durante visita à empresa.

Nesse percurso, a evolução tecnológica do beneficiamento ocupa papel central, com destaque para o uso de resinas no preenchimento de vazios e no reforço estrutural, além de polimentos e acabamentos executados sob demanda. No caso do Perla Santana, o processo pode envolver até três estágios de resina, intercalados por cortes intermediários, exigindo tempo, método e rigoroso controle de qualidade.

Identidade, origem e assinatura

Outro ponto estratégico trabalhado pela Granos é a valorização da origem. Em um setor historicamente concentrado em determinados polos produtivos, a empresa reforça sua identidade cearense como elemento distintivo, buscando afirmar uma marca com “alma nordestina” sem abdicar da contemporaneidade e da sofisticação técnica.

A mensagem é clara: pedra não é apenas revestimento, é assinatura. Ela define luz, textura, temperatura visual e sensação de permanência nos espaços. Quando uma indústria domina tecnologia, acabamento e consistência – dialogando com arquitetos no nível da especificação -, deixa de atuar somente como fornecedora para se posicionar como uma marca de design material, capaz de influenciar linguagem, valor e percepção no universo da arquitetura e do interior design.

Em contínua transformação, a Granos tem compromisso com a inovação, mantendo seu legado e seu engajamento com a qualidade, criando um futuro promissor e mirando nas oportunidades.

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