FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL

Haddad afirma que integração e energias renováveis são pontos fundamentais para o desenvolvimento da América Latina

Por Marcelo - Em 18/01/2023 às 7:11 PM

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta quarta-feira (18), durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que a integração dos países da América Latina e a produção de energia limpa são elementos centrais para atrair investimentos externos para promover a industrialização e o crescimento da região.

Fernando Haddad diz ser necessário o fortalecimento do Mercosul                 Foto: Divulgação

“Entendemos que a integração regional é um imperativo para o nosso desenvolvimento”, defendeu o ministro em um painel sobre liderança na América Latina durante o evento global que acontece na Suíça, com a participação dos presidentes da Colômbia, Gustavo Petro; do Equador, Guillermo Lasso; da Costa Rica, Rodrigo Chaves, e da vice-presidente da República Dominicana, Raquel Peña.

Haddad disse que os dois governos anteriores dos presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff sempre olharam de maneira generosa para a América Latina. Ele destacou que o processo de integração passa por investimento em infraestrutura, realização de acordos comerciais entre os países e fortalecimento do Mercosul, inclusive com a incorporação de novos membros.

O ministro destacou a possibilidade de integração da América Latina por meio de linhas de transmissão de eletricidade e disse que a região tem grande potencial de atrair investimentos de empresas interessadas em integrar suas cadeias produtivas com a geração de energia limpa, seja solar, hídrica, eólica ou do Hidrogênio Verde. E o Brasil pode ser o grande protagonista.

“Isso pode ser um fator de atração de indústrias que queiram produzir a partir da energia limpa, para que toda a sua cadeia produtiva esteja em compasso com as determinações ambientais que hoje são incontornáveis”, apontou. Para Haddad, somente com essa integração, os países do continente poderão fazer frente a grandes blocos econômicos representados pela União Europeia, China e pelos Estados Unidos.

“Penso que a integração dos nossos mercados para ganho de escalas consideráveis seja um elemento importante para a atração de investimentos externos, compatíveis com as nossas necessidades de oferecer empregos de mais alta qualidade para os nossos trabalhadores. Então, não é só investimento em educação que precisa ser feito, mas a atração de um tipo de investimento que a nossa região tem hoje um déficit importante”, disse. (Agência Brasil)

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