TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Hugo Fiqueirêdo atua para descarbonizar as operações no Complexo do Pecém

Por Marcelo - Em 06/05/2023 às 8:00 AM

O presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, Hugo Figueirêdo, tem trabalhado fortemente no sentido de tornar aquele equipamento cada vez mais competitivo, e tem adotado uma série de medidas no sentido de buscar a descarbonização de suas atividades, a transição energética e se posicionado como um Hub para as energias renováveis. Nesse quesito, mais particularmente com relação ao Hidrogênio Verde (H²V).

Hugo Figueirêdo destaca a importância do projeto da Portocem

Ele está confiante no sucesso da Usina Termelétrica (UTE) Portocem, cuja pedra fundamental foi lançada nesta sexta-feira (5). “Quando eu falo Hub, não só de exportação, mas também de consumo. Então, o gás natural é o combustível da transição, pois permite estabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN), na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica para os usuários. Traz uma maior confiabilidade ao sistema e permite que as energias renováveis como solar e eólica  – tanto em terra quanto no mar -, possam crescer mais aceleradamente”, afirma.

No caso específico do Complexo do Pecém, destaca que a UTE – que deve entrar em operação em 2026, fruto de um investimento de quase R$ 5 bilhões -, representa um passo muito importante rumo à descarbonização, com a oferta de gás natural no volume que foi anunciado pelas empresas Ceiba Energy e Portocem, devido à elevada capacidade do terminal de regaseificação que será instalada no Porto do Pecém, em um navio que produzirá cerca de 21 milhões de metros cúbicos (m³) por dia, permitindo que as indústrias instaladas na área do CIPP não dependam mais do carvão.

“O Grupo ArcelorMittal já anunciou que pretende realizar a transição energética através do gás natural, então a Portocem permitirá a descarbonização da principal âncora do Complexo do Pecém, que é a siderúrgica, e que as térmicas que hoje operam a carvão, passem a utilizar o gás ao término de seus contratos. Estaremos com essa oferta de gás pelo projeto da Portocem, dando um passo significativo rumo à redução do uso de carvão, até a sua eliminação no Complexo do Pecém“, ressalta Hugo Figueirêdo.

Além disso, segundo o presidente do CIPP, com este grande volume de gás a ser produzido na região, o combustível poderá ser levado para outras áreas do Estado, como a Região do Cariri, Sobral, inclusive a estados vizinhos, como o Piauí, por exemplo. E, no futuro, quando o Brasil estiver explorando as bacias de Sergipe e Alagoas, o Ceará poderá se tornar um exportador de gás natural.

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